terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Resenha {Livro} - Três Coisas Sobre Você (Julie Buxbaum)

Sinopse: Setecentos e trinta e três dias depois da morte da minha mãe, 45 dias após o meu pai fugir para se encontrar com uma estranha que ele conheceu pela internet, 30 dias depois de a gente se mudar para a Califórnia e apenas sete dias após começar o primeiro ano do ensino médio numa escola nova onde conheço aproximadamente ninguém, chega um e-mail. Deveria ser no mínimo esquisito, uma mensagem anônima aparecer do nada na minha caixa de entrada, assinada com o bizarro nome Alguém Ninguém. Só que nos últimos tempos a minha vida tem estado tão irreconhecível que nada mais parece chocante.
Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha ♡

Primeiramente, eu não gostei desse livro, pode até ter havido alguma parte que achei “legal”, mas no fim percebi que vi tantas coisas erradas (a meu ver) que não consegui ver potencial nele, o que foi bem decepcionante porque há tantas resenhas positivas sobre o livro que fiquei me perguntando se estava sendo crítica demais, e se tinha algo de errado comigo, já que até a editora duvidou se alguém não iria gostar do livro em sua divulgação.
A leitura foi bastante fluida, o que me fez perceber mais uma vez que nem sempre isso é sinônimo de bom livro, coisa que percebi pela primeira vez em Belo Desastre, e eu gastei tantos post-its marcando as páginas que quando acabou, tive que fazer orelhas nas folhas.
Eu li cada página pensando “ai meu Deus, o que estou lendo? Olha essa fala preciso marcar ela, porque não consigo crer no que estou lendo” e foram tantas, mas TANTAS vezes que isso acontecia que eu gostaria muito de citar cada uma delas e discutir o que vi de errado, mas para isso seria que ser quase que o livro todo e isso seria uma resenha enorme e provavelmente dividida em duas partes, então vou falar o que mais me chamou atenção.

Começando pelo fato assustador de um estranho querendo saber da sua vida e que ainda diz que é da sua escola e que a autora estava querendo demonstrar como muito fofo, e o AN nem ao menos provou que não estava mentido, isso pode trazer tantas coisas ruins para alguém da vida real, já se é difícil confiar em alguém que você conhece. Eu tenho amigos virtuais, e foi preciso muitas situações para ter confiança e uma dela é com certeza você ver a FACE da pessoa.

A autora colocou ódio disfarçado de feminismo, sendo que esta lá no lindo dicionário que todo mundo deveria usar sempre, que o movimento não é sobre ódio, mas sim IGUALDADE; mesmo que passem a imagem errada do mesmo, é isso o que quer dizer, e não o que está no livro: amiga falando mal do corpo da outra, entre outras coisas do tipo rivalidade entre a popular do colégio e a novata, as duas só trocando ofensas, e com isso colocando os personagens masculinos sendo os mais legais e com defeito nenhum. A vida real não é assim, TODOS temos defeitos.
Tem um personagem gay, o que é maravilhoso, se ele não fosse um estereótipo ambulante e muito chato e sem educação.

Foi um sentimento diferente, e acho que dá para perceber pela resenha, já que até o momento não havia feito nenhuma leitura que tenha me deixado com alguma coisa parecida; porém acho sempre super válido que cada um leia e tire suas próprias percepções do livro, e quando fizer isto, me conte o que achou e se concordou comigo. 

288 páginas | 1ª edição | 2016 | Arqueiro


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Resenha {Conto} Felicidade invisível (Lari Azevedo)

E-book cedido em parceria com a autora

Em Felicidade invisível, conto introdutório da nova série de fantasia da escritora Lari Azevedo (nova parceira do blog), Os guardiões de Crainn Chiara, somos apresentados à Maeve MacCleury, a caçula de sua família de guardiões da felicidade, que são responsáveis por armazenar momentos de felicidade das pessoas em globos de vidro, carinhosamente apelidados de Felis, que serão colocados nos galhos de um pinheiro da família na meia-noite de Natal.

“[...] Somos descendentes de uma gigantesca e antiga família tradicional irlandesa. Sou a quinquagésima geração de “guardiões da Felicidade”, ou como nossos ancestrais a chamavam, “Crainn Chiara”, o nome que os Deuses deram para a árvore da Felicidade.” (Lari Azevedo)

Enquanto procurava alguém de quem pudesse “coletar” um momento de felicidade, Maeve conhece Henrique (Rique), um jovem formado em Engenharia Civil e apaixonado pela dança, que é como Maeve o encontra, observando-o num de seus ensaios para uma apresentação que se aproximava. E num momento de descuido, Maeve se deixa ser vista pelo rapaz, que logo se encanta por ela, sem saber quem ela realmente é.

“Nossos problemas nos fortalecem e nos fazem pessoas melhores.” (Lari Azevedo)

Com Rique, Maeve conhece o que o amor é capaz de proporcionar, apaixonando-se pelo rapaz da mesma forma que ele se apaixona por ela, além de conhecer como a felicidade pode surgir de momentos que ela menos espera.
Entretanto nem somente de romance a história de Maeve é permeada. Levando em conta que a humanidade já não é mais a mesma, cujos momentos de felicidade estão cada vez mais escassos, a jovem se vê repentinamente envolvida num mistério que a envolverá, bem como a seu amado, em prol de um bem maior.

Felicidade invisível termina com aquele gostinho de quero mais, nos dando uma noção de como será o tom da história que virá a seguir (aguardo agora ansiosamente pelas próximas histórias de Maeve e cia.). Com suas frases inspiradoras e referências musicais maravilhosas no início de cada capítulo (tem até Celtic Woman <3), o conto encanta das primeiras palavras ao final!


Leitura recomendadíssima a todos os amantes de histórias fantásticas e com toques de romance ;)

56 páginas | 1ª edição | 2016 | Compre o livro na Amazon clicando aqui.



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Resenha {Livro} O desafio de ferro (Holly Black e Cassandra Clare)

Este é mais um daqueles livros que eu me pergunto porque cargas d’águas demorei tanto pra ler. Comprei-o em 2014 depois de vê-lo na Bienal do Livro de São Paulo daquele ano, fiquei super empolgada pra ler mas enrolei como se não houvesse amanhã :S Porém este ano, e após ver mais uma publicação elogiando a saga, resolvi pegar logo pra ler e não me arrependi!
Bem, divagações a parte, vamos à resenha.
Em O desafio de ferro, primeiro livro da série Magisterium, conhecemos Callum (Call) Hunt, um jovem fora dos padrões, rejeitados pelos colegas na escola, e filho do mago (que não “atua” mais como tal) Alastair Hunt.
Desde que se entende por gente, Call sabe que é filho de magos, que sua mãe morrera por causa da magia e ele ficara com uma perna defeituosa na mesma ocasião, e que portanto seu pai odeia os magos e tudo relacionado a eles, passando este sentimento para o filho.

“[...] E foi por causa da magia que ela morreu. Quando os magos entram em guerra, o que acontece com frequência, eles não se importam se as pessoas morrem. E essa é outra razão pela qual você não deve chamar a atenção deles.”
(Holly Black e Cassandra Clare, p. 22)

Ao completar 12 anos, Call deverá participar do “desafio de ferro”, uma série de testes que provarão se ele - como outros jovens da mesma idade - está apto ou não a entrar para o Magisterium, uma escola cujo objetivo é ensinar a seus alunos a controlarem seus poderes mágicos, tornando-se mais tarde exímios magos. Porém Call não está nem um pouco empolgado com o teste, já que sabe que não deverá passar na admissão da escola, fazendo assim de tudo para falhar.
Após terminarem as provas, e tendo a certeza que não passara em nenhuma, Call está preparado para voltar para junto de seu pai e para casa; mas quando ele menos espera, um dos magos, o mestre Rufus, que estava selecionando como seus aprendizes aqueles que obtiveram melhores resultados nos testes também chama pelo nome de Call, deixando o menino surpreso, empolgado e ao mesmo tempo apreensivo, pois sabia que não poderia entrar para a escola em hipótese alguma! Sem ter o que fazer, Call então parte rumo a escola acompanhado dos novos aprendizes, entre eles os outros escolhidos de Rufus, Aaron e Tamara.
Chegando ao Magisterium, Call, embora ainda relutante, em fazer parte daquele mundo, não deixa de ficar admirado com o que vê, a cada dia gostando mais de aprender sobre a magia, como ela funciona, os seres e elementos que a regem e como controlar seus poderes, mostrando-se cada vez mais competente apesar de suas limitações físicas, além de ter por perto Aaron e Tamara, estes sempre a seu lado e provando serem verdadeiros amigos dele - algo que Call nunca imaginou que lhe aconteceria. Entretanto, apesar da aparente alegria do menino, ele esconde ainda o receio de seu pai não estar gostando da sua permanecia no Magisterium.
Perigos e surpresas aguardam Call e cia. nesta história repleta de ação e magia, onde as habilidades dos jovens aprendizes de magos serão colocadas constantemente à prova.

“[...] O fogo quer queimar. A água quer fluir. O ar quer se erguer. A terra quer unir. O caos quer devorar.”
(Holly Black e Cassandra Clare, p. 81)

Holly Black e Cassandra Clare criaram uma história que tem tudo para dar certo (e eu só espero que elas não se percam no meio do caminho...), com uma “mitologia” própria sobre a magia e o que a compõe (adorei elas abordarem os elementos água, terra e afins), bem como os personagens com suas personalidades bem definidas e próximas do real (apesar do conteúdo fantástico), que poderiam ser nós mesmos ou nossos amigos e inimigos.
Quanto às semelhanças com a série Harry Potter (que já vi serem sempre comentadas), não vi muitas, talvez uma ou outra seja mais relevante (porém como só aparecem no final não comentarei aqui senão será spoiler).

Deixo aqui então minha indicação de leitura àqueles que procuram uma nova série de aventura e fantasia ;)

381 páginas | 1ª edição | 2013 | #Irado (Novo Conceito)




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

{Universo Nerd} Turma da Mônica Jovem - Ed. 01 (Maurício de Sousa)

“Juro solenemente não fazer nada de bom.”

Desde que me conheço por gente, sou fã dos quadrinhos do Mauricio de Sousa, principalmente da Turma da Mônica. Como a maioria dos hoje adultos, cresci lendo (e pintando) esses gibis. Foi com grande felicidade que recebi a notícia de que a turma do Mauricio havia crescido e seria publicado mensalmente em forma de mangá. Não poderia ter sido melhor a combinação: Turma da Mônica Jovem + Mangá = Muito Amor.
Como sou uma pessoa que escolheu a profissão errada, que não me dará dinheiro nunca, não pude colecionar. Mas minha irmã tem desde a edição zero. Logo, sempre acompanhei. Recentemente, os Estúdios Mauricio de Sousa anunciaram que suas publicações iriam zerar quando chegassem ao número 100, facilitando a vida dos colecionadores. E com Turma da Mônica Jovem não foi diferente.
Para começar, o que mais chama atenção são os traços. Nem precisa de muitas palavras para descrever a diferença entre as edições um, de agosto de 2008 (à esquerda) e a um de janeiro desse ano (à direita):
Se na edição de 2008, eles já haviam crescido, na última percebe-se que estão quase adultos, com problemas de adultos.
Depois de anos de enrolação, de brigas, de idas e vindas, Mônica e Cebola voltaram a namorar, para a tristeza de quem “shippava” Mônica e DC - confesso que fiquei chateada, mas gosto dos dois. Está tudo lindo e maravilhoso quando Cebola recebe uma carta com uma notícia que o deixa triste e sem saber como agir, chegando a pedir conselho ao Cascão. Diante da situação, Cê decide proporcionar à sua namorada e a ele mesmo uma semana inesquecível, cada dia preparando uma surpresa para a menina, sempre com a ajuda dos amigos. E a história termina deixando o leitor triste e feliz, ao mesmo tempo.

A contra capa que você mais respeita

Muito amor numa página só!

Esse mangá foi mais calmo, mas muito lindo e romântico. Inclusive me deu várias ideias para tentar colocar em prática. E os traços e as cores estão espetaculares.
Eu gostava muito da Mônica e do DC, mas estou amando mais ainda a Mônica e o Cebola.

“Malfeito feito.”









Dados da revista: Turma da Mônica Jovem Nova Coleção N°1: ...te amo para sempre!
Panini. 130 páginas. Janeiro de 2017.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Resenha {Livro} Carrie, a estranha (Stephen King)

Meu primeiro contato com Carrie foi através do filme lançado em 2002, segunda adaptação cinematográfica do livro homônimo de King, e desde que o vi (há uns dois ou três anos) tinha vontade de ler o livro; e este ano finalmente consegui ler e não me decepcionei.
Alternando entre a narrativa da protagonista, Carrie, no passado, e diversas entrevistas e partes de livros e estudos sobre o incidente envolvendo a jovem, já no presente, conhecemos Carietta (Carrie) White, uma jovem que sofre com a opressão de uma mãe fanática religiosa e o bulliyng excessivo de seus colegas de escola - e até a negligência do corpo docente.
Prestes a terminar seus estudos, Carrie sofre mais um “ataque” de suas colegas na escola ao ficar menstruada pela primeira vez e sem saber que isso acontecia com as mulheres, já que sua mãe nunca lhe contou sobre o assunto, sendo então alvo de piadas mais uma vez; e estando sobre grande pressão, demonstra uma pequena parte de seu poder - telecinesi - antes de voltar para casa.

“Sua mente tinha... tinha... ela procurou uma palavra. Tinha dobrado. Houve uma curiosa flexão mental, quase um cotovelo puxando um haltere [...]”
(Stephen King, p. 33)

Enquanto isso, uma das meninas que caçoou de Carrie, Sue Snell, sente que fez algo muito errado e tenta então se redimir com a garota, pedindo assim ao namorado, Tommy, que leve Carrie ao baile da Primavera no lugar dela, para que dessa forma a garota possa ter ao menos um momento de felicidade antes de terminar a escola. Entretanto, seu plano de ajudar Carrie está prestes a ter um imprevisto quando Chris Hargensen, outra menina que caçoou de Carrie no fatídico dia, resolve pregar uma peça no dia do baile que deixará Carrie ainda mais abalada.
Assim, somando o bullying constate a seus poderes telecinéticos cada vez maiores, o baile da escola de Carrie e cia. jamais será esquecido por toda a cidade.

Se já achava o filme perturbador, o livro não poderia ser diferente. A mãe da Carrie é tão irritante quanto no filme (se não for mais!) e praticamente todos da escola dela, de alunos a professores, são completos babacas! Senti muita raiva do que todos faziam com ela enquanto lia (e talvez por isso a leitura tenha demorado a ter um bom ritmo no começo), e também pena da Carrie.
O final, como no filme, foi arrasador para todos, e poderia ter sido evitado se não agissem daquela forma com ela.
No mais, é um bom livro, voltado mais para o suspense do que o terror (que eu imaginei que fosse, a princípio) e uma leitura que eu super recomento, seja você fã do mestre King ou não ;)

199 páginas | 1ª edição | 2013 | Objetiva