domingo, 14 de junho de 2015

Resenha {Livro} - Outlander: A viajante do tempo (Diana Gabaldon)

Após a Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire e seu marido, o oficial Frank, vão a Inverness para uma segunda lua de mel depois te ficarem separados pelos longos anos durante a guerra. Durante a estada nas Terras Altas da Escócia, Frank Randall, historiador por opção, retoma sua investigação sobre seus antepassados que viveram no local a mais de 200 anos.
Enquanto isso, Claire Randall, amante da botânica, saí em busca de novas plantas escocesas, sem dar muita importância às descobertas do marido.

“Frank aceitava placidamente meu total desinteresse por sua história familiar, mas permanecia sempre alerta, pronto para se aproveitar da menor expressão de curiosidade como desculpa para me contar todos os fatos conhecidos até a presente data sobre os antigos Randall e suas conexões [...]”
(Diana Gabaldon, p.13)

Mesmo seguindo com suas atividades distintas, os Randall tentam manter o máximo de proximidade possível - após tantos anos separados por causa da guerra - fazendo passeios diários pelas terras escocesas; e num desses passeios, os dois descobrem um local de rituais que remetem aos druidas (“bruxos” da antiguidade que cultuavam as forças da natureza).

“[...] Essa é Craig na Dun, menina. Eu pretendia mostrar-lhe depois do lanche.
- É mesmo? Há alguma coisa especial a respeito desta colina?
- Ah, sim - respondeu ele, recusando-se a dar maiores detalhes e dizendo meramente que eu veria quando chegasse lá.”
(Diana Gabaldon, p.31)

Após presenciar um dos rituais em Craig na Dun, Claire resolve investigar o monumento de pedras e o inesperado acontece: ela retorna ao passado, à época dos antepassados de Frank, no tempo em que as guerras de clãs dominava a Escócia.

“Parecia inconcebível, mas todas as evidências indicavam que eu estava em algum lugar onde os costumes e a política do final do século XVIII ainda vigoravam [...]”
(Diana Gabaldon, p. 75)

Passado (ou não) o choque ao constatar que de fato havia voltado no tempo, Claire, sem poder dizer a ninguém de onde - e de quando - havia vindo, deve aprender os costumes de uma civilização anos antes da sua, prestando obediência ao chefe do clã que a “acolhera”: Colum MacKenzie.
Durante sua estadia nas desconhecidas terras do clã MacKenzie, Claire acaba desenvolvendo uma espécie de amizade com Jamie, que ela havia socorrido no dia em que voltara no tempo. Jamie, um jovem forte e cavaleiro, logo desperta certos desejos em Claire, que desejava mais do que nunca voltar para o marido. Agora, Claire sente-se indecisa entre retornar aos braços de seu marido ou se entregar às incertezas e perigos que a guardam nas terras escocesas.
Jaime marcando e divando no livrão <3
Quando eu peguei esse livro para ler, já sabia boa parte da história, pois havia visto a série de TV baseada nele. Entretanto, o ponto da história onde a série parou não chegava nem até a metade do livro, o que significava que ainda teria muita história por vir, visto que o livro tem quase 800 páginas. E não pensem que a quantidade de páginas atrapalha a leitura: muito pelo contrário! Chega um momento em que elas passam voando, tenha em vista o ritmo dos fatos que vão sendo contados.
Narrado sob o ponto de vista de Claire, temos um panorama da Escócia de 1945 após o final da Segunda Guerra Mundial em contrapartida com o ano de 1743, momento da história em que Claire volta ao passado. Sua percepções acerca do local e época em que está nos dão uma noção bastante clara de como eram as coisas em ambas as épocas, o que achei bastante interessante, já que gosto de aprender sobre diferentes culturas e suas histórias.
Algo que também facilita a leitura é nossa protagonista. Claire em nenhum momento é aquele tipo de personagem que quer que os outros sintam pena dela (ODEIO personagens assim, especialmente se forem protagonistas); ela é uma mulher forte, de atitude, e mesmo assustada e preocupada com sua situação, procura se manter sã e com uma postura rígida na maioria das vezes. Além de Claire, os demais personagens (e são muitos!) dão um charme à história, cada um a sua maneira e mostrando sua importância ao longo da narrativa.
Lombada grandona linda <3
Uma história bem amarrada, que não deixa pontas soltas (apesar de fazer parte de uma série) e prende o leitor do começo ao fim. Mal posso esperar agora para começar a ler a continuação (Outlander - a libélula no âmbar) e saber o que acontecerá com os personagens que tanto me conquistaram ao longo desse livro grande (enooooorme) e maravilhoso.
Leitura recomendadíssima!!!

799 páginas | 1ª edição | 2014 | Saída de Emergência






Um comentário:

  1. Isa querida que máximo saber que a narrativa e a protagonista são tão boas e interessantes que as 800 páginas passam voando. Pretendo ler essa série em breve, mas confesso que o número de volumes da série e o número de páginas dos livros me assusta um pouco, principalmente por causa do número de livros não lidos aqui em casa. Mas assim que possível pretendo investir e ler essa história que tem agradado geral.

    Beijos e te espero lá no blog (saudades): Leituras, vida e paixões!!!

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