segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Isla e o Final Feliz (Stephanie Perkins)

Sinopse: Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito.
Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes.
O que dizer sobre a Stephanie Perkins... Tive um amor à primeira vista por ela em Lola, e em Anna eu soube que leria tudo dela (sim, até a lista de supermercado e algum lembrete fofo que ela deixou), e foi uma empolgação quando ela divulgou que ia ter mais um livro nesse universo, o que me levou com facilidade a querer ler Isla. Porém tudo ficou meio confuso quando terminei o livro, talvez tenha sido eu que mudei desde a última vez em que li seus livros; eu realmente não consegui entender, mas o que eu conclui foi: eu não gostei tanto de Isla.

Isla começa muito como aquelas meninas de muitos clichês por aí em que só se fala sobre o menino pelo qual ela está apaixonada, o que me no começo não via problema nenhum; mas quando vi que sabia mais sobre a vida de Josh do que da personagem narradora, comecei a ficar frustrada. Eu sei que a Stephanie Perkins ama clichês, mas acho que dessa vez ela não soube colocar bem isso de uma “boa” forma.
A protagonista tem características realmente preocupantes, além do fato de ela só falar sobre Josh, que de uma maneira exageradamente rápida começam a namorar, ela sabia que coisas sobre a vida dele que só uma stalker saberia, o que a deixou bem obsessiva em relação a ele, e que por conta disso a fazia agir de maneira meio imatura, principalmente quando se tratava de seu melhor amigo Kurt, e isso tudo me fez questionar o porquê da escolha do nome da personagem principal compor o Final Feliz, se, ao meu ver, esse Feliz no inicio do livro ser bem exagerado.
Porém depois de um ponto tudo mudou, e foi a partir dessa mudança que eu comecei a gostar do livro.
Eu senti o amor que eu tenho por tudo que a Perkins escreve, e o rumo do livro, assim como Isla, que possui vários questionamentos, agora não só sobre Josh e ela, mas também sobre como suas futuras decisões e o como será o rumo de tudo, e eu sinto o que ela sentiu; ela percebeu que sua vida não era só seu namorado e que todas as suas dúvidas poderiam ser resolvidas somente consigo mesma. Isso fez mudar sua personalidade completamente, e não existe melhor jeito de mudar a si quando é para nós mesmos e não por outra pessoa.
E foi aí que entendi o Final Feliz. Foi tudo lindo, e quando vi as participações das outras protagonistas (Anna e Lola), eu não consegui parar de chorar, tudo me fazia chorar, e foi assim até a última página!

Esse livro não tem como eu dar nota, um “três” seria injusto com o final e um “quatro” ou “cinco” não chega nem aos pés do começo do livro.
Como disse um colega meu, Henri B. Neto, do canal Na Minha Estante, “Queria que o livro se parecesse menos com Anna e lembrasse mais Lola - e, no fim, não foi nenhum dos dois. No fim, Isla seguiu o próprio caminho.
299 páginas | 1ª edição | 2015 | Intrínseca


sábado, 26 de novembro de 2016

Resenha {Livro} O Chamado do Cuco (Robert Galbraith)

Sabe aquele livro que você termina e fica tipo: "PORQUE EU NÃO LI ISSO ANTES"?? Então, foi exatamente assim que eu fiquei após concluir a leitura de O chamado do cuco. 
Eu soube da existência desse livro em 2014, mais ou menos quando foi revelado que tinha sido escrito pela diva suprema J.K. Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, e fiquei LOUCA pra ler logo; e fiquei toda empolgada quando o ganhei. Mas o tempo foi passando e acabei deixando o livro de lado. Eis então que este ano eu e a equipe do blog resolvemos propor o Cruciatus Challenge (saiba mais aqui), e como um dos gêneros para o desafio era policial não pensei duas vezes e peguei-o para ler. Devorei-o em alguns dias e trago hoje a resenha dele pra vocês ;)

O chamado do cuco começa com nada mais nada menos que a morte da famosa modelo Lula Landry, que supostamente havia se suicidado ao jogar-se da sacada de seu prédio. A mídia está em polvorosa enquanto as autoridades investigam o acidente, a que chegam a conclusão de ter sido de fato suicídio. 

"Uma luz fria banhava o interior da tenda. Dois homens estavam agachados ao lado do corpo, prontos para, enfim, transferi-lo para um saco mortuário. A cabeça da mulher sangrara um pouco na neve. O rosto estava esmagado e inchado, um olho reduzido a uma prega, o outro mostrando uma lasca de branco opaco por entre as pálpebras distendidas. Quando o top de lantejoulas que ela vestia cintilava nas leves alterações da luz, dava a impressão inquietante de movimento, como se ela voltasse a respirar ou retesasse os músculos, pronta para se levantar. A neve caía em toques suaves de pontas de dedos na lona no alto."
(Robert Galbraith, p. 12)

Entretanto o irmão de Lula, John Bristow, conhecendo bem a irmã, acredita que ela não havia se matado, mas que tinha sido na verdade vítima de assassinato e fizeram parecer suicídio. Eis então que ele contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike. 
A vida de Cormoran Strike está um verdadeiro caos! Ex-militar, acabara de ser expulso da casa da ex-noiva (que por sinal me pareceu uma chata desde o começo) e agora mora no escritório. Sofrendo para pagar o aluguel por não ter pegado nenhum grande caso recentemente, Strike vê no caso de Lula uma oportunidade de se reerguer - mesmo que temporariamente - financeiramente. E assim, munido das anotações de Bristow, Strike iniciará uma busca aprofundada sobre a trágica e misteriosa morte da modelo.

Narrado em terceira pessoa, o livro vai nos mostrando o desenrolar da trama sob vários pontos de vista: a morte de Lula, a vida conturbada de Strike e ainda as mais recentes descobertas da nova secretária temporária do detetive, a Robin, que entre um emprego temporário e outro, até conseguir um fixo, acaba indo trabalhar para Cormoran; e ambos acabam tendo uma sintonia imediata, ajudando-se mutuamente tanto na investigação da morte da modelo quanto na vida pessoal de cada um.
Este é aquele livro de "camadas": um bom romance policial mas que também aborda diversos aspectos que não só o investigativo, como o próprio ser humano e os limites a que a fama pode ou não levá-lo. Uma prova incontestável da genialidade de J.K. Rowling, que mostrou-se incrível em tudo que escreve (essa mulher, gente <3)

Leiam também e depois me digam o que acharam ;)

"Como era fácil tirar proveito da tendência de uma pessoa à autodestruição; como era simples empurrá-las para a inexistência, depois recuar, dar de ombros e concordar que este fora o resultado inevitável de uma vida caótica e catastrófica."
(Robert Galbraith, p. 375)

447 páginas | 1ª edição | 2013 | Rocco



quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Lola e o garoto da casa ao lado (Stephanie Perkins)

Lola e o garoto da casa ao lado, segundo livro da trilogia Anna, Lola, Isla apresenta a história de Dolores (Lola) Nolan, uma jovem estudante (como a Anna *-*) e aspirante a design de roupas, que mora com seus pais nos EUA e deseja apenas algumas coisinhas: que seus pais aprovem seu namorado mais velho, o músico Max; poder usar um traje à Maria Antonieta no baile de inverno da escola; e nunca mais rever os gêmeos Bell (Cricket e Calliope), ex-vizinhos de Anna que se mudaram a dois anos de seu bairro com assuntos inacabados.

“Não acredito em moda. Acredito em figurino. A vida é curta demais para sermos a mesma pessoa todos os dias [...]”
(Stephanie Perkins, p.10)

Lola e Calliope foram amigas de infância, até que a carreira precoce de Calliope como patinadora acabou afastando uma da outra, o que se estendeu ao irmão gêmeo de Calliope, o jovem nerd e aspirante a inventor Cricket, por quem Lola nutria certa paixão desde pequena; por causa do “foco” na carreira de Calliope, a família Bell viva se mudando constantemente, fazendo com que Lola e Cricket mal pudesse se ver, além do ciúme de Calliope pelo irmão, que por medo de “perde-lo” não queria que ele visse Lola com frequência. E depois da festa de aniversário dos gêmeos da qual Lola não fora convidada nem por Cricket, esta rompe de vez os laços que tinha com ambos.
Anos passam até que Lola supere a perda de seu amor e agora a jovem está namorando o guitarrista da banda Anfetamina, que com seus 22 anos não consegue a aprovação dos pais de Lola, já que a menina tem apenas 17 anos. E como se isso não bastasse, os Bell estão de volta, deixando a cabeça de Lola confusa sobre o amor.
Narrado pela personagem título, Lola e o garoto da casa ao lado tem tudo para ser um bom livro: humor, fofura, romance e fatos cotidianos que acontecem aos personagens que poderiam acontecer com qualquer leitor. E por falar em personagens, estes são super cativantes, tais como os pais de Lola, Andy e Nathan, a melhor amiga de Lola, Lindsey, e Anna e Étienne, o casal super fofo de Anna e o beijo francês (eles aparecem bastante neste livro. Adorei *-*), que trabalham no cinema com Lola.
Outro ponto que vale ser ressaltado é a relação de Lola com os pais, um casal gay que adotou Lola quando esta havia nascido, já que sua mãe, Norah, irmã de Nathan, não tinha condições de criar a filha sozinha. Mesmo com as “brigas” ocasionadas pela não aprovação do namorado de Lola (e que, por sinal, achei um mala esse Max ¬¬), é palpável o quanto ambos amam a filha, que também os admira muito e respeita.

Uma história fofa e tranquila, ótima para ser lida após aquela ressaca literária (olha a dica!) e que deve ser lida por todos e todas \0/

Leia também a resenha de Anna e o beijo francês.

285 páginas | 1ª edição | 2012 | Novo Conceito



segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Cidade dos Ossos (Cassandra Clare)

Cidade dos ossos foi uma boa surpresa. Demorei (muito!) a ler esse livro - tentei ler em 2013 em ebook pra um clube do livro que eu participava na época e depois em 2014, quando comprei a edição impressa para levar à Bienal do Livro de SP para autografar (o que não rolou), mas acabei deixando-o de lado (#shameOnMe). Até que esse ano, quando o vi na lista dos livros do outro clube do livro que participo, pensei: “É agora! Tenho que ler esse livro!”. E caramba, me arrependi te der demorado tanto pra ler conhecer essa história magnífica!
Clarissa (Clary) Fray vive com a mãe, Jocelyn, em Nova York; decidindo numa noite visitar a boate Pandemônio com seu melhor amigo, Simon, Clary presencia uma cena estranha que aparentemente só ela pode ver: um grupo de jovens atacando (e matando) outro jovem. Sem saber o que fazer, Clary decide ir pra casa e não tocar mais no assunto. Mal sabia ela que a partir daí sua vida estava prestes a mudar.
Logo no dia seguinte, já em casa, Jocelyn diz à filha que elas e seu amigo, Luke, deverão viajar imediatamente, o que fizera sem consultar Clary, deixando-a bastante irritada. A garota então sai de casa irritada, não atendendo às incessantes ligações da mãe, e mais tarde, antes de voltar para casa, acaba reencontrando Jace, um dos jovens que vira atacando o outro na noite anterior. Após conversar com ele, Clary retorna a casa já preocupada com as mensagens que a mãe lhe deixara no celular, e chegando lá descobre que fora atacada e sua mãe levada por alguém. Pra completar a situação cada vez mais bizarra, Clary dá de cara com um ser terrível que mais tarde descobre se tratar de um demônio, e assim começa a descobrir sobre o Mundo de Sombras, todos os seres “místicos” que vivem pelo mundo e que a maioria das pessoas não é capaz de ver, apenas uma pequena parcela de pessoas (incluindo Jace) conhecidas como Caçadores de Sombras.

“[...] A lenda dos Caçadores de Sombras diz que foram criados há mais de mil anos, quando os humanos estavam sendo dominados por invasões de demônios de outros mundos. Um feiticeiro invocou o Anjo Raziel, que misturou um pouco do próprio sangue com o de alguns homens e o deu para que estes o bebessem. Aqueles que beberam o sangue do Anjo se tornaram Caçadores de Sombras, assim como seus filhos e os filhos de seus filhos. O cálice passou a ser conhecido como Cálice Mortal [...]”
(Cassandra Clare, p. 83)

Logo depois de descobrir o ataque à sua casa, Clary parte com Jace ao Instituto onde ele e outros Caçadores de Sombras treinam suas habilidades - e alguns, como ele, vivem - a fim de descobrir o que aconteceu com sua mãe e entender o porque dela conseguir enxergar o que outros mundanos (seres humanos comuns, que não são Caçadores de Sombras) como ela não conseguem.
A partir deste momento começa uma busca incansável de Clary por sua mãe e seu “auto entendimento”, bem como dos outros pelo tal Cálice Mortal, que pode ter sido a causa do desaparecimento de Jocelyn.
Embora tenha demorado um bocado para pegar um ritmo legal, a história é cativante e instigante, o que me deu mais ânimo para terminar a leitura. Um ponto negativo na minha opinião foram os capítulos (gigantes), mas nada que um pouco de esforço não supere ^^’ Em contrapartida, o lado fantástico é bastante recorrente (embora não tenha sido muito desenvolvido, mas considerando que este é o primeiro volume da série isso pode mudar) , o que já me ganhou com seus lobisomens, fadas, vampiros e feiticeiros (amo ♥). Por fim vale ressaltar os personagens, alguns bem irritantes no começo (Alec e Magnus que o digam ¬¬), mas que no decorrer da história ganharam um espaço no meu coração literário (Luke ♥), da mesma forma que outros serão eternamente odiados pelo que fizeram, em especial o grande vilão da trama - que aparentemente trata-se do vilão de toda a série.

No mais, deixo aqui minha indicação de leitura aos fãs de literatura fantástica e uma boa aventura. E aguardo agora ansiosamente para continuar lendo a série.

459 páginas | 30ª edição | 2014 | Galera Record





sábado, 19 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Anna e o beijo francês (Stephanie Perkins)

Anna e o beijo francês, romance de estreia de Stephanie Perkins e primeiro da trilogia Anna, Lola, Isla, conta a história de Anna Oliphant, uma jovem estudante americana que tem sua rotina mudada repentinamente ao ser matriculada pelos pais - principalmente pelo pai - num internato na França, a School of America in Paris (SOAP). 
Anna nunca quis mudar de cidade (e país!) tendo de deixar sua escola, seus amigos, seu trabalho e seu irmãozinho Sean (fofinho ♥) para trás, mas sem escolha, Anna “embarca” nessa nova vida sem nem falar um palavra sequer em francês!

"[...] Sinto tanta falta de casa e isso dói fisicamente. Meu coração bate acelerado, meu estômago está nauseado e é tudo tão injusto. Nunca pedi para ser mandada para cá. Tinha os meus próprios amigos, as minhas próprias piadas particulares e os meus próprios beijos roubados. Queria que meus pais tivessem me dado alguma escolha [...]"
(Stephanie Perkins, p. 33)

Entrando em pânico por ter sido deixada lá no internato sozinha, Anna recebe a visita de uma veterana da escola, Meredith (Mer ♥), que logo faz amizade com Anna, apresentando-a ainda a seus amigos: o casal Rashimi e Josh e Éttienne St. Clair, um lindo garoto inglês/americano/francês por quem Anna logo fica encantada.
Engraçado, inteligente, além de muito bonito, Éttienne atrai a atenção de todos por onde passa, e com Anna não poderia ser diferente. E o sentimento parece ser recíproco (pelo menos é o que Anna pensa às vezes). Só tem um probleminha: Étienne tem uma namorada; e Anna deixou alguém nos Estados Unidos por quem nutria certa paixão: Toph (apelido horroroso, convenhamos!). Assim, com esse típico dilema adolescente, Anna terá de sobreviver ao seu último ano longe da família e da melhor amiga, Bridge, e ao lado de alguém por quem não tem certeza ainda quais são os reais sentimentos.

"[...] É possível que lar seja uma pessoa e não um lugar? [...]"
(Stephanie Perkins, p. 195)

Ler Anna e o beijo francês foi uma delícia! Fiquei dias lendo na madrugada para poder saber logo o que aconteceria a Anna e cia., e olha que não sou muito de ler antes de dormir SEM dormir de fato (sempre pego no sono antes de concluir a parte que eu queria :P).
De qualquer forma, me encantei pela história, pelo modo como ela é conduzida e é claro, pela Anna e seus novos amigos. Amei a escrita da Stephanie Perkins, já li esse e o da Lola (e agradeço muito à Nessa, uma de nossas resenhistas, por ter me emprestados esses dois ^^) e espero ler em breve o da Isla.
Ah, e tem uma personagem de um dos dois outros livros que aparece um pouquinho nesse (mas não vou contar aqui quem é pra ser surpresa na hora da leitura ^^).

Então é isso. Espero que tenham gostado da resenha e que possam ler esse livro amorzinho ♥

Beijinhos a todos e todas e até a próxima atualização.

286 páginas | 1ª edição | 2011 | Novo Conceito




quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Resenha {Conto} - A promessa do tigre (Colleen Houck)

Confira também a resenha dos demais livros da série A maldição do tigre:

A promessa do tigre é um livro pequeno que trás um conto sobre Yesubai, filha do feiticeiro Lokesh que fora prometida em casamento a Ren, apaixonara-se por Kishan, mas que por infelizes acontecimentos acabou perdendo ambos. 
Narrado pela jovem, o livro nos mostra em detalhes como era a vida da futura noiva de Ren desde pequena, vivendo sob a opressão de seu pai, o terrível feiticeiro Lokesh, tendo como aliada - após a morte de sua mãe - Isha, sua mentora e amiga.

“[...] existia um poder mágico, que era usado de forma malévola pelo pai, mas que de algum modo havia sido transmitido à filha [...] Ela já suspeitava que ele tivesse cometido um mal terrível no passado, mas agora sabia que era capaz de algo ainda pior. Muito pior.”
(Colleen Houck, p. 17)

Enquanto crescia, Yesubai ia descobrindo os poderes que o pai possuía bem como o ódio que nutria por ela e sua ambição. Este, desde sempre desejando um filho homem que lhe sucederia no trono de um reino, não sentia qualquer simpatia pela filha, sempre descontando nela sua ira quando não obtinha sucesso em suas empreitadas por mais poder. 
Num dia, Lokesh recebe um convite de um rei para que ele e a filha compareçam a uma festa oferecida por ele. Nesta festa, Yesubai já tendo crescido, seria então prometida a algum soberano de outro reino a fim de unificar os povos, no que o feiticeiro aceita oferecer a mão da filha - que ele já não dava importância de qualquer forma -, já que assim teria mais poder, sempre subjugando a filha. Yesubai, por sua vez, vê aí uma oportunidade de salvar-se e salvar Isha da opressão do pai; só que isso será bem mais difícil do que ela imagina.

“[...] Mesmo os homens mais vis presentes na festa era melhores alternativas do que continuar com meu pai. Bastaria um descuido da segurança, um instante de despreocupação, um fragmento de confiança, e eu fugiria com Isha. Talvez esse plano absurdo fosse a minha salvação.”
(Colleen Houck, p. 35)

Nesta festa ela conhece o jovem Kishan, que comparecera à festa na falta do irmão mais velho, Ren, e a partir daí se dá sua história de amor proibido que já conhecemos na série A maldição do tigre. 
Apesar de relativamente curto, A promessa do tigre mostra em detalhes o que não encontramos na série principal, como a repulsa de Lokesh por sua filha e o amor de Yesubai pelos irmãos. Ainda é possível conhecer um pouco sobre os pais de Ren e Kishan, em especial a mãe dos dois, que se mostra a todo o momento uma mulher forte e com convicção em seus ideais. 
Este é sem dúvida um livro que deve ser lido por todos que terminaram a série ♥ Não deixem de conhecer a história de Yesubai, embora já saibamos seu triste final.

111 páginas | 1° edição | 2014 | Arqueiro



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Resenha {Conto} Para cada infinito (Victor Almeida)

Sinopse: Miguel e Liam são os jogadores mais populares em um site de RPG online. Com a história tomando um rumo inesperado, Miguel decide tentar uma manobra arriscada, que poderá fazer Liam desaparecer para sempre. Porém, se surpreende quando o próprio garoto propõe que eles se conheçam fora da internet. Juntos, em um Gol vermelho, partem sem rumo, a fim de desbravar as riquezas do mundo real, viver pequenos momentos e dar uma chance à verdadeira amizade. Ou até algo mais.

Esse conto faz parte do projeto Contar & Criar
Falei mais sobre ele no meu outro post. Para ler, basta clicar aqui ;)

Já começo dizendo uma coisa: como faz para ter um final feliz igual o do Miguel e de Liam?? Porque por enquanto só o que eu tenho é a personalidade de Miguel mesmo; de resto, nada semelhante entre nós.
Eu, como seguidora do Victor, tive a oportunidade de ter acesso ao primeiro capitulo do conto nas redes sociais dele - o que dessa historia toda é quase nada na verdade -, mas gosto de pensar que fui uma das mais de cem pessoas que soube antes.
O Victor me deixou toda derretida com toda essa fofura de conto, houve até lágrimas de alegria no final, o que eu estava precisando depois de Antes do Agora. Eu sei que é estranho, mas queria muito poder entrar no livro e acompanhar, mesmo que atrás de uma árvore distante, toda a cena final, e ficaria ainda mais emocionada.
O Miguel é muito o Victor! Se você o acompanha fora dos vídeos logo nota isso; ele me fez pensar muito sobre zona de conforto, timidez, e em como geralmente essas coisas não nos fazem bem e podem atrapalhar bastante, e é claro RPG, sendo a segunda vez em que pessoas que participam desse mundo comentam sobre esse tipo de jogo, (que eu quero muito conhecer mais sobre) aprender a jogar e entrar nesse muito que me parece ser magnífico.
Posso dizer que Liam é o que eu, e provavelmente todo mundo que se identificou com Miguel, gostaria de ser, pronto pra qualquer coisa que vier. Eles são os opostos que preenchem um ao outro, o que ajuda a Miguel encarar essa viagem mesmo com todas suas inseguranças, porque ter um amigo virtual realmente não é fácil, assim como pode dar tudo certo pode dar tudo errado, e isso era um dos constantes pensamentos dele, além do típico “e se eu não ser uma pessoa agradável pessoalmente”, o que sempre acaba nos fazendo desistir de muitas oportunidades.

Eu terminei a leitura com aquela boa sensação de tranquilidade que dá em livros de “Road Trip”, mas com um constante pensamento que uma bagunça na rotina não seria nada mal, e eu preciso trabalhar mais isso em mim, porque logo surge aquele famoso pensamente de que vida real e ficção estão distantes, mesmo quando na verdade eles estão em uma linha tênue.

108 páginas | 1ª edição | 2016 | Contar & Criar




sábado, 12 de novembro de 2016

Contar & Criar, um projeto de leitores para leitores

Contar & Criar é um projeto de contos escritos exclusivamente por booktubers e blogueiros, e os primeiros volumes foram da Gleice Couto e do Victor Almeida, os donos dessa incrível ideia, que pretende chamar mais produtores de conteúdo literário para participar e em breve fazer uma coleção de contos.

Tive conhecimento do projeto em um vídeo do canal do Victor Almeida, o Geek Freak, que escreveu o conto Para cada infinito, um dos meus booktubers favoritos e também um amorzão de pessoa; e por ele conheci sua amiga, Gleice Couto, do canal Ultraviolet que escreveu o conto Antes do agora.

Gleice Couto já tem um pequeno histórico de escritora, que contém além de seu recente conto, um livro chamado Picta Mundi e um conto de natal publicado no Wattpad chamado Onde encontrei meu lar, junto com o Victor, sendo o seu primeiro conto também, e espero muito em breve por um livro assim como tem Gleice.
Eu com a Gleice e o Victor no lançamento dos livros Antes do Agora e Para cada infinito

Esses contos do projeto, assim como foi com o Picta Mundi, não estarão disponíveis para compra por muito tempo. Eles foram publicados e impressos de forma independente, e com data limites de compra, então se você tiver a oportunidade de comprar ou até ler de outra pessoa, LEIA!!!, não será tempo perdido, e não estou falando isso só da boca pra fora, mas sim por eles terem assuntos superimportantes, cada um com uma mensagem diferente e que precisa ser muito mais abordado.

Uma coisa que achei uma ideia diferente e incrível foi cada capitulo ter uma musica que o representava (já quero isso em todos os próximos volumes); tive que deixar para ouvir assim que terminei o livro, pois como me conheço bem sei que iria acabar sendo uma distração, mas ainda assim consegui encaixar cada musica em seu exato momento, e ainda me fez conhecer músicas novas, então como não amar, não é mesmo?!

Por hora, é isso. Em breve trarei aqui a resenha dos contos citados. Aguardem ;)


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Resenha {Conto} Kindred Spirits (Rainbow Rowell)

Ler Kindred Spirits foi uma experiência quase que nostálgica, como se ao ler eu estivesse também assistindo aos filmes da saga Star Wars. Pois é, meus caros leitores: Kindred Spirits, conto escrito por Rainbow Rowell para o World Book Day 2016 (falarei dele em breve *-*) conta nada mais nada menos do que a história de uma menina (Elena) que é fã de Star Wars desde que se entende por gente que enfim verá um filme da saga de George Lucas nos cinemas (tão eu *-*).

“Elena couldn’t remember the first time she saw a Star Wars movie… in the same way she couldn’t remember the first time she saw her parents. Star Wars had just always been there. There was a stuffed Chewbacca in her crib.”
(Rainbow Rowell, p. 5)

[Elena não podia se lembrar da primeira vez que vira um filme de Star Wars… da mesma forma que ela não podia se lembrar da primeira vez que vira seus pais. Star Wars apenas sempre esteve lá. Tinha uma pelúcia do Chewbacca no seu berço.]

Porém Elena não apenas verá um novo filme de sua saga preferida de todos os tempos nos cinemas: ela o verá na estreia e ainda fará parte da famosa fila de fãs que chegam a acampar na porta do cinema a fim de ser um dos primeiros a entrar na sala de cinema (mais ou menos o que acontece muito em shows). Assim, alguns dias antes da estreia, Elena chega à tão esperada fila do cinema, que para sua surpresa - e sorte - tem somente duas pessoas na frente: Troy, o primeiro da fila e fã “veterano” da saga, já que assistira aos prequels nos cinemas, e Gabe, segundo da fila e que, assim como Elena, verá um filme da saga pela primeira vez nos cinemas. E com essa ordem, os três aguardam ansiosamente pelo filme. 

Dividido em cinco capítulos, o livro (infelizmente, curtinho :S) vai mostrando o dia desses fãs enquanto aguardam a grande estreia de Star Wars: O despertar da força.
  
Resolvi ler esse livro por um motivo muito simples: falava de Star Wars. Como grande fã da saga, quando li sinopse e resenhas desse livro comentando que ele “abordava” a saga, não pensei duas vezes: precisava lê-lo o quanto antes! E para completar ele é em inglês e bem curtinho, fazendo com que eu pratique o idioma de maneira rápida e prática ^-^ (tá aí uma indicação de livro em inglês pra quem, como eu, quer praticar). E não me arrependo de ter lido! Sem falar que agora quero ler TODOS os livros da Rainbow, pois se eles forem tão amorzinho quanto este, já sei que vou gostar ♥

Indico este livro a todos e todas que gostam de histórias boas, leves, curtinhas e principalmente aos fãs de Star Wars, que encontraram boas referências a universo de Luke, Leia, Han e cia.

62 páginas | 1ª edição | 2016 | Macmillan Children’s Books



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Resenha {Livro} Cidade dos Etéreos (Ransom Riggs)

“Juro solenemente não fazer nada de bom.”

Olá, leitores.
Estou de volta com mais uma resenha. E aproveitando o mês peculiar que passou, Outubro (Halloween e Potter Day), vamos falar, “resenhar” sobre o livro Cidade dos Etéreos, a continuação de O Orfanato da Senhorita Peregrine Para Crianças Peculiares (confira a resenha clicando aqui) - cansada de pronunciar tudo isso - do escritor Ransom Riggs.
O segundo livro da trilogia peculiar começa exatamente onde termina o primeiro: os peculiares fugindo da ilha de Cairnholm (que tentei descobrir se realmente existe, mas não consegui. Se alguém souber, nos avise) para tentar salvar a Srta. Peregrine e escapar dos etéreos. Para isso, os peculiares pegam barcos atracados na baía e navegam em direção ao continente. No meio da travessia, eles enfrentam soldados e uma baita tempestade, que os faz perder quase todos seus pertences, exceto um livro que contém contos peculiares e que descobrimos através de Milliard que não são apenas histórias para crianças dormirem. Esse é um ponto muito interessante, pois esse livro é o Contos Peculiares, que foi lançado recentemente pela editora Intrínseca.
A história toda mostra Jacob e os outros atravessando várias fendas para tentar salvar a Peregrine e, assim, tentar salvar o mundo peculiar. Em mais de 300 páginas, o autor apresenta vários personagens novos, conta a história de cada peculiar conhecido do leitor, mostra o quanto Jacob se sente preocupado com os pais e o mais legal, descreve a Londres de 1940 e seus bombardeios, o que nos deixa com um sentimento de medo e aflição por todos que passaram pela Segunda Guerra Mundial. Torna-se cansativo pelo fato de que Riggs enrola muito para chegar ao desfecho da história assim como no primeiro volume.
Quanto à estética do livro, continua impecavelmente incrível e lindo. O livro é azul, de capa dura e escrito em letras bonitas “Perplexus Anomalous”, que descobrimos o significado ao longo do texto. No início, temos um resumo de cada peculiar e de cada não peculiar e, ao final, podemos ler uma pequena entrevista com o Ransom Riggs, onde ele conta um pouco do processo criativo do livro e das imagens - que são perfeitas, como sempre.
É um livro bom? Sim, mas esperava mais no sentido de que poderia não esticar tanto a viagem das crianças. Agora é ler Biblioteca das Almas para saber como termina toda a saga dos peculiares.

“Malfeito feito.”

384 páginas | 1ª edição | 2016 | Intrínseca


sábado, 5 de novembro de 2016

{Lançamentos} - Editora Arqueiro e Editora Sextante (Novembro de 2016)

Novembro chegou e com ele mais lançamentos maravilhosos dessas parcerias lindas, a editora Sextante e a editora Arqueiro. Preparados para conferir os lançamentos e aumentar suas listas de leituras futuras?
O par perfeito (Nora Roberts)
Lançamento: 10/11 | 320 páginas
Sinopse: No livro que encerra a trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta Ryder Montgomery, que, ao tentar driblar o amor refugiando-se no trabalho, acabou sendo surpreendido pelo sentimento mais nobre e profundo que já teve.

Escândalo de cetim (Loretta Chase)
Lançamento: 10/11 | 272 páginas
Sinopse: Irmã do meio entre as três proprietárias de um refinado ateliê de Londres, Sophia Noirot tem um talento inato para desenhar chapéus luxuosos e um dom notável para planos infalíveis. A loura de olhos azuis e jeito inocente é na verdade uma raposa, capaz de vender areia a beduínos. Assim, quando a ingênua lady Clara Fairfax, a cliente mais importante da Maison Noirot, é seduzida por um lorde mal-intencionado diante de toda a alta sociedade londrina, Sophia é a pessoa mais indicada para reverter a situação.
Nessa tarefa, ela terá o auxílio do irmão cabeça-dura de lady Clara, o conde de Longmore. Alto, musculoso e sem um pingo de sutileza, Longmore não poderia ser mais diferente de Sophia. Se a jovem modista ilude as damas para conseguir vesti-las, ele as seduz com o intuito de despi-las. Unidos para salvar lady Clara da desonra, esses charmosos trapaceiros podem dar início a uma escandalosa história de amor... se sobreviverem um ao outro.
Em Escândalo de cetim, segundo livro da série As Modistas, Loretta Chase nos presenteia com um dos casais mais deliciosos já descritos. Além de terem uma inegável química, Sophia e Longmore são divertidos como o rodopiar de uma valsa e sensuais como um corpete bem desenhado.

E viveram felizes para sempre (Julia Quinn)
Lançamento: 07/11 | 256 páginas
Sinopse: Alguns finais são apenas o começo...
Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...
Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.
Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?
A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.
Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.
A cidade dos espelhos (Justin Cronin)
Lançamento: 10/11 | 688 páginas
Sinopse: Para fechar essa tão esperada trilogia, Justin Cronin construiu um conto de sobrevivência e fé, em que os limites entre o bem e mal são postos à prova e um questionamento inquietante permeia cada página: o que nos torna humanos, afinal?

O homem de São Petersburgo (Ken Follet)
Lançamento: 07/11 | 366 páginas
Sinopse: A história pode estar prestes a mudar. 1914: a Alemanha se prepara para a guerra e os Aliados começam a construir suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia, que enfrenta graves problemas internos e vive na iminência de uma revolução. Na Inglaterra, Winston Churchill arquiteta uma negociação secreta com o príncipe Aleksei Orlov, visando a um acordo com os russos.
No entanto, o anarquista Feliks Kschessinsky, um homem sem nada a perder, está disposto a tudo para impedir que seu país envie milhões de rapazes para os campos de batalha de uma guerra que nem sequer compreendem. Para isso, ele se infiltra na Inglaterra com a intenção de assassinar o príncipe e, assim, frustrar a aliança entre russos e britânicos.
Um mestre da manipulação, Feliks tem várias armas a seu dispor, mas precisa enfrentar toda a força policial inglesa, um brilhante e influente lorde e o próprio Winston Churchill. Esse poderio reunido conseguiria aniquilar qualquer homem no mundo – mas será capaz de deter o homem de São Petersburgo?
Costurando com maestria a narrativa ficcional à colcha da História, mais uma vez Ken Follett fala sobre assuntos universais, como paixões perdidas e reencontradas, amores e traições, ao mesmo tempo que oferece uma visão precisa sobre os acontecimentos que mudaram o mundo para sempre.

As cordas mágicas (Mitch Albom)
Lançamento: 07/11 | 352 páginas
Sinopse: Francisco Presto nasceu numa pequena cidade da Espanha em plena guerra civil. Com a infância marcada por tragédias, Frankie se torna pupilo de um professor de música cego, que se dedica a lhe ensinar tudo o que sabe.
Ao completar 9 anos, ele foge para os Estados Unidos carregando consigo apenas seus bens mais preciosos: um violão e seis cordas mágicas.
Com um talento fora do comum para tocar e cantar, Frankie rapidamente alcança o estrelato e influencia o cenário musical do século XX, apresentando-se ao lado de nomes consagrados como Elvis Presley e Little Richards.
No entanto, seu dom se transforma em um terrível fardo quando ele percebe que pode afetar o futuro das pessoas: uma corda de seu violão fica azul cada vez que uma vida é alterada.
No auge do sucesso, assombrado por seus erros e por seu estranho poder, Frankie sai de cena por anos, apenas para ressurgir para um espetacular e misterioso adeus.
A marca da vitória (Phil Knight)
Lançamento: 10/11 | 384 páginas
Sinopse: Phil Knight, o homem por trás da Nike, sempre foi uma figura envolta em mistério. Agora, neste livro franco e surpreendente, ele conta sua história.
Aos 24 anos, depois de se formar e viajar como mochileiro pelo mundo, Knight decidiu que não seguiria um caminho convencional. Em vez de trabalhar para uma grande corporação, iria à luta para criar algo próprio, dinâmico e diferente.
Com 50 dólares emprestados pelo pai, ele abriu em 1963 uma empresa com uma missão simples: importar do Japão tênis de alta qualidade e baixo custo. E mal acreditou quando conseguiu vender rapidamente todos os calçados de suas primeiras encomendas.
Mas o caminho até tornar a Nike uma das marcas mais emblemáticas, inovadoras e rentáveis do mundo não foi fácil, e Knight fala em detalhes dos riscos que enfrentou, dos concorrentes implacáveis e de seus muitos triunfos e golpes de sorte.
Ele relembra a criação do nome e da logomarca – um dos poucos ícones reconhecidos em todos os cantos do planeta –, os primeiros modelos de tênis e os contratos com grandes atletas. Também destaca as relações com as pessoas que formariam a alma da Nike: seu ex-treinador de corrida, Bill Bowerman, e os primeiros funcionários, um grupo de desajustados geniais que rapidamente se tornou uma família.
Com uma visão ousada e a crença no poder transformador do esporte, juntos eles criaram uma marca e uma cultura que mudariam os parâmetros de desempenho e superação para sempre.

O que é isso, companheiro? (Fernando Gabeira)
Lançamento: 10/11 | 240 páginas
Sinopse: Publicado pela primeira vez em 1979, O que é isso, companheiro? conquistou um lugar de destaque na categoria dos livros que melhor retratam um dos períodos mais obscuros da história brasileira: a ditadura militar.
Documento histórico – esta seria a melhor maneira de categorizar a narrativa que Fernando Gabeira empreende para nos contar, em primeira pessoa, como jovens guerrilheiros, em 1969, conseguiram realizar a mais espetacular proeza de um grupo de esquerda: o sequestro do embaixador americano. O então jornalista recém-saído do Jornal do Brasil e seus companheiros de organização “trocaram” a vida do embaixador pela libertação de 15 presos políticos.
Heróis? Vilões? Loucos? Inconsequentes? A vitalidade deste livro, sua permanência e sua importância residem no fato de que seu autor nunca esteve alheio às contradições de sua geração.
Nas páginas deste contundente, emocionante e, por vezes, irônico relato, somos confrontados com nossos próprios fantasmas. Será que somos tão diferentes assim do que foi Fernando Gabeira?
Aos 75 anos, ele segue sua jornada, contando e refletindo sobre a história do nosso país. A coragem de admitir que precisamos nos reinventar a cada dia na construção de um mundo melhor e mais democrático continua sendo uma de suas qualidades mais marcantes. Aos que resistem a isso, cabe-nos apenas perguntar: O que é isso, companheiro?

Ouse crescer (Tara Mohr)
Lançamento: 07/11 | 240 páginas
Sinopse: Em seus programas de liderança e coaching para mulheres, Tara Mohr percebeu que suas clientes ousavam pouco na carreira e na vida pessoal. Insegurança e autocrítica estavam por trás de atitudes conservadoras e confortáveis, que não condiziam com o tamanho de seus sonhos e ambições.
Neste livro, ela apresenta importantes conceitos e reflexões para ajudar você a liberar todo o seu potencial. Em capítulos objetivos, Tara aponta o que atrapalha seu crescimento e ensina como calar a voz interior que a faz duvidar de si mesma e se livrar do perfeccionismo. O programa Ouse crescer oferece ferramentas para apoiar o desenvolvimento pessoal e profissional e já formou mais de mil mulheres pelo mundo. 

Flor do dia (Sri Prem Baba)
Lançamento: 11/11 | 152 páginas
Sinopse: Este livro é uma colheita das mais belas e marcantes flores de Sri Prem Baba. É composto por mensagens de sabedoria que servem como inspiração para uma vida mais alegre, próspera e consciente.
O Flor do dia é um projeto de mensagens de autoconhecimento encaminhadas diariamente por e-mail e publicadas nas redes sociais para milhares de pessoas em todo o mundo. As flores têm sido enviadas todos os dias desde 2009 e, atualmente, são traduzidas para mais de cinco línguas.

Como o segredo mudou minha vida (Rhonda Byrne)
Lançamento: 10/11 | 272 páginas
Sinopse: Na última década, O Segredo se tornou um fenômeno mundial, impactando milhões de leitores em todo o planeta.
Agora, pela primeira vez, Rhonda Byrne apresenta uma compilação dos mais inspiradores relatos que recebeu ao longo dos anos sobre o poder de suas palavras.
Como O Segredo mudou minha vida conta histórias de pessoas comuns que conseguiram transformar suas finanças, seus relacionamentos, sua relação com a família e sua carreira ao aplicar os ensinamentos de O Segredo – e mostra como você também pode mudar sua vida para melhor utilizando a mais poderosa lei do Universo.

As cores do Natal (Johanna Basford)
Lançamento: 07/11
Sinopse: Da autora dos best-sellers Jardim Secreto, Floresta Encantada, Oceano Perdido e Selva Mágica, 20 milhões de livros vendidos.
Que tal celebrar a magia do Natal enchendo estas páginas de cores e alegria? Entre neste universo encantado, repleto de delicados flocos de neve, casinhas de gengibre e enfeites cheios de detalhes, e deixe-se contagiar pela energia das festas de fim de ano. Você pode destacar as ilustrações para decorar sua casa ou mesmo para enviar como cartão de Natal. Use suas cores favoritas e dê ainda mais charme a essa época tão especial!


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E aí, gostaram de algum (ou alguns *-*) lançamentos? Eu, particularmente, fiquei curiosa pelo As Cordas Mágicas e o Pokémon Extreme (nostalgia *0*).

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Resenha {Livro} O coração da Esfinge (Colleen Houck)

Atenção! Essa resenha contém spoilers do primeiro livro (resenha aqui). Leia por sua conta em risco ;) 

Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha ♡

Começo essa resenha dando um conselho de amiga: não crie expectativas. Nunca e em hipótese alguma!
Depois de ler O despertar do príncipe, antecessor deste livro, fiquei louquinha pela continuação, pois queria saber o que iria acontecer após a separação de Lily e Amon - que a deixou bastante triste (e chata!) por sinal. Mas caramba, precisava focar na Lily se lamentando? Porque foi essa a impressão que eu tive em boa parte da história - o que acabou atrasando minha leitura :/

"Ele estava perdido para mim. Eu sabia. Tinha consciência de que deveria tentar ir em frente, talvez tentar namorar outra pessoa, mas a lembrança do meu príncipe do sol egípcio encarnado era difícil de superar [...]"
(Colleen Houck, p. 11)

Depois de se “conformar” (er... bem... mais ou menos) com a perda de Amon, Anúbis aparece para Lily afirmando que só ela será capaz de salvar o Filho do Egito. E é aí que as atitudes de Lily começam a mudar (finalmente \0/) 
Reencontrando o Dr. Hassan, Lily deverá então descobrir o que fazer para salvar seu grande amor, que está perdido e sofrendo no mundo dos mortos após os acontecimentos do livro anterior.
E nessa hora que Lily parece mais madura e até mais decida, tendo que enfrentar perigos que jamais imaginara ter de enfrentar, desde deuses impetuosos a criaturas bizarras e/ou encantadoras, ao lado de um parceiro (ou parceiros) mais improvável com quem ela poderia se aliar.

"Meus sentidos intensificados me alertaram para a presença de um estranho que eu não podia ver. Eu não estava sozinha [...]"
(Colleen Houck, p. 85)

A mitologia egípcia torna-se aqui ainda mais evidente que seu antecessor (um ponto positivo em meio aos negativos), porém pecou um pouco ao focar no romance (por parte da Lily, quero dizer); e pra piorar tem um quadrado amoroso (sim, tá mais pra triângulo do que quadrado ¬¬).
Enfim, não foi uma leitura fluida, mas no final das contas (nos últimos capítulos, para ser mais precisa), a coisa tomou um rumo legal e deu curiosidade para o próximo. Só não criarei tantas expectativas dessa vez ;)
O último livro da trilogia e o livro extra. Achei a capa do extra mais bonita (as cores *-*)

367 páginas | 1ª edição | 2016 | Arqueiro