sábado, 19 de agosto de 2017

{Lançamento} Lendas da DC #1

ANTES DE SE TORNAR A MULHER-MARAVILHA, ELA ERA APENAS DIANA
Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal.

No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

“Se você precisa parar um asteroide, você chama o Superman. Se você deseja resolver um mistério, você chama o Batman. Mas se você quer acabar com uma guerra, você chama a Mulher-Maravilha!”– Gail Simone, roteirista da DC Comics

Título: Mulher-Maravilha - Sementes da Guerra
Título Original: Wonder Woman - Warbringer
Autora: Leigh Bardugo
Lançamento: 30/08-2017
400 páginas


sábado, 12 de agosto de 2017

{Lançamentos} Novos guias cinematográficos de Harry Potter

Chegam em agosto nas livrarias de todo o Brasil os novos guias cinematográficos do mundo de Harry Potter. Cada guia falará sobre um personagem da saga de J.K. Rowling, começando com o trio de ouro (Harry, Rony e Hermione) e o grande diretor Alvo Dumbledore.
Confira a seguir sinopse e informações sobre os guias.
HARRY POTTER - GUIA CINEMATOGRÁFICO (CAPA DURA)
Autor: Felicity Baker
Tradução: Regiane Winarski
64 páginas
Sinopse: No seu décimo primeiro aniversário, Harry Potter recebeu o melhor presente que podia imaginar: descobrir que é um bruxo, convidado a estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts! Reviva a aventura emocionante de Harry ao longo dos oito filmes: da primeira visita ao Beco Diagonal às batalhas épicas contra o Lorde das Trevas, Voldemort. Carregado de citações memoráveis e fotografias, Harry Potter – Guia cinematográfico tem tudo o que os fãs precisam saber sobre o menino que sobreviveu.

RONY WEASLEY - GUIA CINEMATOGRÁFICO (CAPA DURA)
Autor: Felicity Baker
Tradução: Regiane Winarski
64 páginas
Sinopse: Reviva os momentos mágicos em que Rony Weasley provou ser tão corajoso e leal quanto seu melhor amigo famoso, Harry Potter – seja enfrentando a equipe de quadribol da Sonserina ou uma floresta de aranhas gigantes e apavorantes! Rony Weasley – Guia cinematográfico reúne fotografias e citações de todos os oito filmes da série Harry Potter que trazem uma abordagem detalhada da vida de Rony, incluindo o tempo que passou em Hogwarts, seus familiares e amigos e as batalhas perigosas contra o Lorde das Trevas, Voldemort.

HERMIONE GRANGER - GUIA CINEMATOGRÁFICO (CAPA DURA)
Autor: Felicity Baker
Tradução: Regiane Winarski
Preço: R$ 24,90
64 páginas
Sinopse: Hermione Granger raramente quebra regras – exceto, se necessário, para salvar os amigos e lutar contra o Lorde das Trevas, Voldemort. Por todos os oito filmes da série Harry Potter, Hermione mostra sua sabedoria e ousadia nas aventuras com os melhores amigos, Harry e Rony, preparando secretamente Poção Polissuco, salvando Sirius Black com um vira-tempo e criando a Armada Dumbledore. Revisite esses momentos com a garota que provou que os nascidos trouxas podem ser as bruxas e os bruxos mais habilidosos de todos em Hermione Granger – Guia cinematográfico.

ALVO DUMBLEDORE - GUIA CINEMATOGRÁFICO (CAPA DURA)
Autor: Felicity Baker
Tradução: Regiane Winarski
64 páginas
Sinopse: Alvo Dumbledore fundou a Ordem da Fênix, guiou Harry Potter na busca às Horcruxes e ficou conhecido como o único bruxo que o Lorde das Trevas, Voldemort, já temeu. Alvo Dumbledore – Guia cinematográfico apresenta fotografias, citações e lembranças dos oito filmes de Harry Potter que celebram os momentos que tornaram o professor Dumbledore um bruxo extraordinário e um dos melhores diretores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Resenha {Livro} Amanhã eu paro! (Gilles Legardinier)

Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha 

Imagine uma pessoa que pensa nas mais malucas e inusitadas situações. Pensou? Pois esta é Julie, a destemida protagonista desse romance super divertido e inusitado do escritor francês Gilles Legardinier que chegou ao Brasil pela editora Arqueiro este ano.

Neste livro acompanhamos os dias de Julie, uma moça divertida e cheia de vida que tem certa fixação por gatos (daí o gatinho da capa e os gatinhos dentro das páginas) e uma mania de ir a fundo quando “cisma” com alguma coisa - como a repentina obstinação em descobrir quem é seu mais novo vizinho, Ricardo (Ric) Patratas ou a iminente mudança de emprego. E assim Julie supera seus medos e incertezas sempre contando com uma boa dose de bom humor e com a ajuda daqueles que estão à sua volta (amigos e vizinhos-praticamente-amigos).

“Talvez fosse melhor comemorarmos nossos fracassos... Nada de pódio, nada de falsa glória, apenas a felicidade de estarmos vivos, lado a lado [...]”
(Gilles Legardinier, p.6)

Apesar de apresentar um lado mais cômico (sério, as situações que a Julie imagina são extremamente inusitadas e divertidas na mesma medida!), o romance de Legardinier possui uma face bastante auto reflexiva acerca da vida de um modo geral.

“É na adversidade que se descobre a verdadeira natureza das pessoas. Do fundo do poço se tem uma visão única e muito reveladora das almas. Restam, então, apenas dois tipos de pessoas à sua volta: as que ajudam e as que se aproveitam da sua situação difícil [...]”
(Gilles Legardinier, p.57)

Sempre com uma tirada bem humorada e ao mesmo tempo bem pensada, acompanhamos o dia a dia desta jovem que está, como muitos de nós, descobrindo o que fazer com a própri vida, que rumos tomar no que diz respeito à carreira e até mesmo à sua vida pessoal, entre idas e vindas, altos e baixos, aprendendo sempre com seus erros e buscando melhor naquilo que for possível.

“[...] Entre o preto e o branco, descobrimos que existe o cinza. Conhecemos pessoas que não são propriamente amigas, mas de quem mesmo assim gostamos um pouco e consideramos próximas, só que não param de nos apunhalar pelas costas. Eu não acho que a descoberta de nuança seja uma renúncia nem uma falta de integridade. É apenas um outro jeito de ver a vida [...]”

(Gilles Legardinier, p.139)

Essa silhueta de gatinho vem em todas as páginas à direita, e quando você passa as páginas, parece que o gatinho está andando e pulando. Muito fofinho ^^

Um romance fofo, inusitado e muito divertido (Dei boas risadas enquanto lia esse livro), sendo no fim uma boa leitura para relaxar, curar aquela ressaca literária e de quebra ainda repensar em alguns aspectos da própria vida (não que este seja um livro que mudará vidas; apenas me fez repensar algumas coisas), e mesmo com o clichê romântico que se desenvolve muito rapidamente (odeio isso!), tirando isso, é uma história bem bacaninha ^^

Leitura, portanto, mega recomendada!

“[...] É preciso torcer por tudo, mesmo correndo o risco de se ferir, entregar tudo, mesmo correndo o risco de ser roubado. Aquilo que vale a pena ser vivido obrigatoriamente nos põe em perigo [...]”

(Gilles Legardinier, p.165)


293 páginas | 1ª edição | 2017 | Arqueiro



sábado, 5 de agosto de 2017

{Lançamentos} Romance e muito mais no Grupo Editorial Record

O novo romance da autora de Antes de partir

Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora sua mãe está morta, e sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido — e as pessoas que o habitam. Uma dessas pessoas é Eric Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa do seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos trilhos. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee...
Um segredo macabro habita o Hotel da Torre

Nos anos 1950, o Hotel da Torre, com seus 28 quartos, era a maior atração da pequena Londres, em Vermont. Hoje está abandonado, vivo apenas na memória de três mulheres — as irmãs Piper e Margot e sua amiga, Amy Slater, filha da família que o administrava. Elas costumavam brincar lá quando pequenas, até o dia em que as brincadeiras desenterraram algo macabro e sinistro do passado dos Slater — algo que determinou o fim da amizade de Piper e Margot com Amy.

Com o passar dos anos, as irmãs fizeram tudo o que puderam para deixar o episódio para trás e seguir com a vida; Piper mora na Califórnia, enquanto Margot dedica-se à família e a estudar a história local. Até que um dia Piper recebe uma ligação de Margot em pânico: Amy e sua família estão mortos, supostamente pelas mãos da própria Amy. Só que, antes de morrer, Amy deixou escrita uma mensagem que as irmãs sabem ser direcionada a elas: "29 quartos".

De repente, Margot e Piper são forçadas a revisitar aquele verão fatídico em que encontraram uma mala e cartas que pertenceram a Sylvie Slater, tia de Amy, desaparecida na adolescência.
Do autor de diversos livros do universo expandido de Star Wars

Depois de quase uma década de guerra brutal, três poderosas facções – os protoss, os zergs e os terranos – entraram em um cessar-fogo... Mas a paz é uma linha tênue. Quando a inesperada restauração de um planeta incinerado vem à tona, antigos inimigos são acusados de desenvolver armas biológicas para reiniciar o amargo conflito. Uma expedição de soldados e pesquisadores terranos e protoss é iniciada para investigar o misterioso planeta zerg e as intenções de seus habitantes. Mas a exuberante paisagem alienígena abriga também criaturas desconhecidas que, caso livres, mudarão o destino de toda galáxia.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

{Lançamento} Novo livro da rainha Julia Quinn está chegando ♡

Título Original: To catch an heiress
série Agentes da Coroa
Autora: Julia Quinn
Lançamento: 08/08/2017
304 páginas

“Uma história encantadora que lhe proporcionará uma leitura agradável e bons sonhos.” – RT Book Reviews

“Outra jornada incrivelmente divertida escrita pela brilhante Julia Quinn.” – Writerswrite.com

Um dos livros mais românticos – e engraçados – de Julia Quinn, Como agarrar uma herdeira inaugura a série Agentes da Coroa.

Quando Caroline Trent é sequestrada por engano por Blake Ravenscroft, não faz o menor esforço para se libertar das garras do agente perigosamente sedutor. Afinal, está mesmo querendo escapar do casamento forçado com um homem que só se interessa pela fortuna que ela herdou.

Blake a confundiu com a famosa espiã espanhola Carlotta De Leon, e Caroline não vai se preocupar em esclarecer nada até completar 21 anos, dali a seis semanas, quando passará a controlar a própria herança milionária. Enquanto isso, é muito mais conveniente ficar escondida ao lado desse sequestrador misterioso.

A missão de Blake era levar “Carlotta” à justiça, e não se apaixonar por ela. Depois de anos de intriga e espionagem a serviço da Coroa, o coração dele ficou frio e insensível, mas essa prisioneira se prova uma verdadeira tentação que o desarma completamente.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

{Lançamento} Conheça 💕 Amor & gelato 🍦, de Jenna Evans Welch

Após a morte da mãe, Lina tem a missão de realizar um último pedido dela: ir até a Itália para conhecer o pai. Do dia para a noite, a menina se vê na famosa paisagem da Toscana, morando em uma casa localizada no mesmo terreno de um cemitério memorial de soldados americanos da Segunda Guerra Mundial, com um homem de que nunca tinha ouvido falar. Apesar das belezas arquitetônicas, da história riquíssima da cidade e das comidas maravilhosas, o que Lina mais quer é ir embora correndo dali.

Mas as coisas começam a mudar quando ela recebe um antigo diário da mãe. Nele, a menina embarca em uma misteriosa história de amor, que pode explicar suas próprias origens. No meio desse turbilhão de emoções, Lina conhece Ren e Thomas, dois meninos lindos que vão mexer ainda mais com seu coração.

Uma trajetória que fará Lina descobrir o amor e a si mesma e também aprender a lidar com a perda. Amor & gelato é uma deliciosa viagem pelos românticos pontos turísticos italianos, com direito a tudo de mais intenso que o lugar tem a oferecer: desde paixões até corações partidos.

Saiba mais sobre essa história doce no hotsite oficial do livro clicando aqui.

sábado, 29 de julho de 2017

{Lançamento} A ficção científica independente que está conquistando o universo

Em agosto...

Você nem imagina os mistérios que existem do outro lado do Universo. Se tiver coragem de desbravá-los, é melhor se preparar. Esta não será uma jornada rápida e os perigos podem surgir a cada momento, de onde menos se espera.

A boa notícia é que você não estará sozinho. Milhares de leitores em todo o mundo já embarcaram nas páginas desta que é A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL

Temas como amizade, racismo, poliamor, força feminina e novos conceitos de família fazem parte do universo do livro, assim como cada vez mais fazem parte do nosso mundo. A LONGA VIAGEM A UM PEQUENO PLANETA HOSTIL é o primeiro livro de ficção científica da linha DarkLove. Livros escritos por autoras com grandes histórias para contar, prontas para desbravar novos mundos.

Pré-venda na Amazon

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Resenha {Livro} Um perfeito cavalheiro (Julia Quinn)

Sophie Beckett é filha de um conde, o que seria perfeito para uma jovem na Inglaterra do século XIX como ela se não fosse por um único detalhe: ela é uma filha ilegítima, uma bastarda, sendo assim criada como a pupila de Richard Gunningworth, sexto conde de Penwood.
Sophie vivera bem sua infância, recebendo uma boa educação - como as demais crianças e jovens em boa posição social - e morando na confortável propriedade do conde. Entretanto, o que ela mais desejava lhe era negado: um pai e uma família que a amasse. Eis então que seu pai vem a se casar com a bela Araminta, indo esta morar com Richard junto com suas filhas do primeiro casamento, Rosamund e Posy, o que deixa a pequena Sophie bastante esperançosa quanto ao reconhecimento de sua paternidade por parte do conde e à formação de uma família com a nova condessa e suas filhas; só que os planos de Araminta não são bem estes...


Benedict Bridgerton é o segundo filho mais velho de Lady Violet, a viscondessa viúva da grande e adorada família Bridgerton. Parecido fisicamente com os irmãos, Benedict está cansado de ser considerado apenas mais um Bridgerton ou o Bridgerton número 2, sonhando internamente que alguém o reconheça por suas características e qualidades próprias, especialmente agora que uma nova temporada de casamentos começou em Londres e sua mãe não quer perder a oportunidade de ver mais um de seus filhos casado.

“Benedict era um Bridgerton, e, embora não houvesse outra família a que quisesse pertencer, às vezes desejava ser considerado um pouco menos Bridgerton e um pouco mais ele mesmo.”

Mas como Benedict conseguirá realizar tal feito se todas as pretendentes em potencial o reconhecem como mais um Bridgerton sem qualidade únicas ou especiais? Como ele conseguirá arrumar uma esposa se nenhuma moça gosta dele pelo que ele é de fato?

Voltamos então a Sophie, agora mais madura, que aos moldes de Cinderela tem de encarar todos os dias a nada agradável companhia da madrasta, que após o falecimento precoce do conde “cuidou” da moça fazendo de sua vida um verdadeiro inferno. E numa situação inusitada da nada fácil vida de Sophie, em um baile de máscaras promovido por Lady Violet, que os caminhos da jovem e de Benedict irão se cruzar, nascendo um lindo amor à primeira vista.

“Não se passava um dia sem que ela pensasse nele, sem que se lembrasse de seus lábios nos dela ou da magia estonteante daquela noite [...]”

Embora possa soar um pouco clichê, até por conta da semelhança com o conto clássico de Charles Perrault (e vocês entenderão melhor esta semelhança ao lerem o livro), este romance, terceiro da série Os Bridgertons, encanta por sua simplicidade, singularidade e principalmente por demonstrar como o amor e os laços familiares são capazes de superar as adversidades sejam elas quais forem, além da maneira como o romance entre os protagonistas (Sophie e Benedict) é conduzido, calmo e gradual apesar da paixão imediata que ambos sentem um pelo outro, e verdadeiro, como percebe-se ao longo da história. E assim o clichê fica em segundo plano e a real história surge, única e apaixonante como cada romance da Julia Quinn consegue fazer

A cada livro fico mais apaixonada por essa série e pela grande família Bridgerton (especialmente pela matriarca, a Violet ), além da sempre ilustre presença de Lady Whistledown e suas Crônicas da Sociedade.
Leitura, portanto, super recomendada!

304 páginas | 1ª edição | 2014 | Arqueiro



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Resenha {Livro} Jardins da Lua (Steven Erikson)

Sinopse: Desde pequeno, Ganoes Paran decidiu trocar os privilégios da nobreza malazana por uma vida a serviço do exército imperial. O que o jovem capitão não sabia, porém, era que seu destino acabaria entrelaçado aos desígnios dos deuses, e que ele seria praticamente arremessado ao centro de um dos maiores conflitos que o Império Malazano já tinha visto.
Paran é enviado a Darujhistan, a última entre as Cidades Livres de ­Genabackis, onde deve assumir o comando dos Queimadores de Pontes, um lendário esquadrão de elite. O local ainda resiste à ocupação malazana e é a joia cobiçada pela imperatriz Laseen, que não está disposta a estancar o derramamento de sangue enquanto não conquistá-lo.
Porém, em pouco tempo fica claro que essa não será uma campanha militar comum: na Cidade do Fogo Azul não está em jogo apenas o futuro do Império Malazano, mas estão envolvidos também deuses ancestrais, criaturas das sombras e uma magia de poder inimaginável.
Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha ♡

Confuso e incrível na mesma medida! A meu ver, esta é a melhor descrição desta obra.
Uma narrativa de alta fantasia (que apresenta um mundo novo e diferente do nosso, com suas leis e regras, seres e raças próprios), o romance Jardins da lua, de Steven Erikson, que inicia a saga d’O livro Malazano dos Caídos, tem tudo (e mais um pouco) para conquistar os leitores amantes de histórias fantásticas recheadas de ação, aventura, magia, intrigas, conflitos de interesse, amizade e companheirismo, e mais outras tantas características que permeiam a trama. E se você gosta dos jogos de RPG, melhor ainda, pois como o autor afirma antes da história, o mundo de Malaz (local onde se passa a narrativa) nasceu num jogo de RPG, rendendo mais tarde não somente as histórias escritas pelo próprio como também outra saga, escrita por I. C. Esslemont, amigo de Erikson, que inicia com o romance Noite das facas (publicado no Brasil pela editora Cavaleiro Negro), dando também ideias para os novos jogadores (como eu, que comecei a jogar RPG de mesa com meus amigos este ano ^-^).
Com uma estrutura semelhante à de uma novela literária, onde diversas histórias de vários personagens - chamadas núcleos - entrelaçam-se, misturando-se e formando uma trama ainda mais grandiosa, a história de Erikson pode parecer bem caótica num primeiro momento (eu mesma fiquei bem perdida até meados do livro), mas no decorrer da leitura - e com bastante persistência - passamos a compreender melhor tudo o que está acontecendo ali, especialmente se recorrermos ao apêndice que vem após a história e à lista de personagens no começo do livro (só não recomendo fazer isso a todo momento para não comprometer o fluxo da leitura), além dos mapas dos locais presentes na história e das ilustrações dos personagens no interior da capa e da contracapa, que dão um charme ao livro como um todo.
Parte de um dos mapas e ilustrações de alguns personagens

Enfim, acredito que esse livro será apreciado pela maioria das pessoas que o ler, embora precise de foco e determinação para concluir a leitura, pois ao final sabemos que terá valido à pena.

"[...] O império de Lassen era uma sombra do Primeiro Império. A diferença era que os imass infligiam genocídio a outras espécies. Malaz matava a própria. A humanidade não evoluíra desde a era negra dos imass: rodopiara para baixo"
(Steven Erikson, p. 400)

598 páginas | 1ª edição | 2017 | Arqueiro






terça-feira, 18 de julho de 2017

{Curiosidades Literárias} 44 ou 43 pores do sol em "O pequeno príncipe"?

Há mais ou menos uns dois meses, resolvi me arriscar em ler O pequeno príncipe em francês pra praticar o idioma enquanto não começo outro curso, e enquanto lia, uma passagem do livro despertou bastante minha curiosidade...

“- Um dia eu vi o sol se pôr quarenta e quatro vezes!
E um pouco mais tarde acrescentaste:
- Quando a gente está triste demais, gosta do pôr de sol...”
(Antoine de Saint-Exupéry, p. 25)

Na edição brasileira, o Principezinho afirma ter visto 44 pores do sol, mas quando eu li esse trecho em francês, ele afirmava ter visto 43 pores do sol, como é possível ver a seguir:

“– Un jour, j’ai vu le soleil se coucher quarante-trois fois !
Et un peu plus tard tu ajoutais :
– Tu sais… quand on est tellement triste on aime les couchers de soleil…”
(Antoine de Saint-Exupéry, pp. 26-27)

Isso me fez pensar que a edição brasileira poderia ter cometido algum erro, mudando de quarenta e três para quarenta e quatro; só que não satisfeita, fui fazer algumas pesquisas na Internet e eis que encontro um artigo bem interessante onde dizia-se que a mudança ocorreu na primeira tradução do inglês, cuja tradutora na época pode ter feito isso para homenagear o autor, que estava com 44 anos quando veio a falecer.
Quanto a isso, ainda não podemos ter muita certeza, mas uma teoria bem interessante também estava neste artigo explicando o motivo pelo qual Exupéry escreveu 43 pores do sol ainda em francês...

Como uma verdadeira lição de história, Exupéry teria feito uma referência ao 43º pôr do sol livre da França, ou seja, o último dia de liberdade do país no começo dos anos 1940, ano em que os nazistas invadiram França, Bélgica, Luxemburgo e os Países Baixos. Por isso que o Pequeno Príncipe, em alusão ao próprio autor, estava tão triste no dia em que vira os 43 pores do sol em seu planeta - ou seja, no 43º pôr do sol, 43º dia livre de seu país.
Exupéry veio a falecer durante a Segunda Guerra Mundial e infelizmente nunca viu seu país livre outra vez, já que após escrever O pequeno príncipe, retornara à Europa para lutar.

Embora seja uma história bem triste, é uma aula de história e tanto... E assim temos cada vez mais surpresas com esta incrível e inspiradora história.

Bibliografia:

Ocean on tuesday https://oceanontuesday.wordpress.com/2012/04/25/why-43-sunsets-in-the-little-prince/ Acesso em: 09/07/2017.
SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. 48. ed. Rio de Janeiro: Agir, 2009.

SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. Le petit prince.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Resenha {Livro} O ceifador (Neal Shusterman)

Vamos falar de um livro fantástico: O Ceifador. Ele nos leva à um mundo futurístico onde o que nós conhecíamos como a “nuvem” se tornou uma inteligência artificial com consciência, a Nimbo-Cúmulo.
Depois que essa inteligência artificial ganhou consciência, não existe mais governo, pois ela tirou todo político do poder, toda a renda é bem distribuída, não existindo mais pessoas pobres ou ricas com todos em uma condição financeira equiparada. Agora o mundo vive sem assaltos, roubos, assassinatos ou homicídios.
A tecnologia avançou tanto que as pessoas já não morrem mais; existem pessoas com cerca de 200 anos de idade, desde a chamada Era da Mortalidade, onde o mundo ainda era como o nosso, e essas pessoas podem ir a um centro de rejuvenescimento e voltar a ter até 21 anos de idade.
E como não morrem? Existem os centros de revificação, onde uma pessoa que tenha morrido por algum tipo de acidente pode ser revivificada, voltando assim a vida, e por isso, com ninguém mais morrendo de fato, foram criados os ceifadores, que são como uma seita, onde os mesmos têm licenças para coletar, ou seja, matar, onde eles usam um parâmetro único de cada um para realizar essas coletas, com um número certo para se coletar, sem a interferência da Nimbo-Cúmulo; e é aí que mora o perigo...

Essa é a base do livro, mas ele se torna mais interessante e bem movimentado por ter muita intriga, conspirações e contar a história de dois personagens, Citra e Rowan, que se tornam aprendizes de ceifadores (ambos de um mesmo ceifador, Faraday), e por ele ter escolhido dois aprendizes, acaba não sendo visto com bons olhos pela Ceifa, já que cada ceifador tem direito a um aprendiz, tornando o que já era perigoso mais perigoso ainda. E não para por aí: a cada capítulo acontece uma reviravolta, a personalidade dos personagens muda, eles crescem e encontram dificuldades, aprendem e caem de novo e a cada página você se apaixona mais e mais pela história deles.

Com muita espada, fogo, venenos, tiroteio e facadas, O Ceifador tornou-se um livro interessantíssimo, superando todas as minhas expectativas! Fantástico e bem estruturado, com início, meio e fim bem definidos e com aquele gostinho de quero mais.
Super recomendo!!

448 páginas | 1ª edição | 2017 | Seguinte





quinta-feira, 6 de julho de 2017

Resenha {Livro} - Olga Benario Prestes: Uma Comunista nos Arquivos da Gestapo (Anita Leocadia Prestes)

Falar de Olga Benario Preste é sempre, para mim, muito prazeroso e suspeito. 
Conheci essa mulher no final dos meus tenros 13 anos de idade, logo após assistir ao famoso filme do diretor Jayme Monjardim. Diga-se de passagem que, até então, nunca havia ouvido sobre a alemã de olhos azuis e que conquistaram alguns corações na sua juventude e confesso que fui assistir à película somente pela atriz Camila Morgado. Não preciso dizer que sai da sala do cinema louca para comprar o livro que havia inspirado Monjardim. 
Por sorte, meus pais sempre me incentivaram a ler, ganhando, assim, muitos livros deles e, eis que em setembro, no meu aniversário, ganhei a biografia escrita por Fernando Morais. 
Não vou entrar em detalhes deste livro, pois não é o foco. Só saibam que é muito bom e muito bem escrito. Leiam!
Capa da edição de 2004

Em abril de 2015, os arquivos da Gestapo, que estavam com os soviéticos desde o fim da guerra, começaram a ser digitalizados e foram disponibilizados na internet. Assim, foi encontrado oito dossiês sobre Olga Benario chamado de “Processo Benario” constando de, mais ou menos, 2 mil folhas. 
Nesse processo de abertura e digitalização, a historiadora Anita Leocadia Prestes se debruçou sobre esse tesouro afim de rever a história da comunista alemã, proporcionando fatos inéditos tanto à História do Brasil quanto a sua própria, já que é filha de Olga com o líder, político, comunista brasileiro Luiz Carlos Prestes. 
O livro, “Olga Benario Prestes: Uma Comunista nos Arquivos da Gestapo”, começa dando uma breve explicação de quem foi Olga, uma comunista alemã que escoltou Prestes de Moscou ao Brasil e teve uma filha com ele; foram presos em 1936 acusados de participação na “Intentona Comunista” (como ficou conhecido pejorativamente a Revolta de 1935 – tentativa de derrubar o governo Vargas) e nunca mais se viram.
Livro novo sobre a Olga

Depois da breve apresentação, Anita Prestes entra de fato na prisão e deportação da mulher, então grávida de 7 meses, e na tentativa dos familiares de salvar Benario e sua filha das garras nazistas. Sabemos que a pequena Anita conseguiu ser “resgatada” pela avó e pela tia paterna e por uma intensa campanha a favor da libertação delas, mas Olga foi mandada para um campo de concentração para mulheres e assassinada em abril de 1942. Todos os pedidos de libertar Olga e enviá-la para o México, foram em vão; é possível ver em diversos documentos a recusa da Gestapo em libertar a mulher dizendo que era uma “comunista fanática” e muito perigosa e autorizar o aumento de trabalhos forçados, proibir a comunicação por carta entre ela e seus familiares brasileiros.  
É muito interessante conhecer fatos novos sobre esta grande mulher como a causa “oficial” da morte de Olga: como a Gestapo não podia dizer que matava as prisioneiras, registrava como causas de mortes por alguma doença e que teria sido feito de tudo para salvar essas prisioneiras. Era costume também avisar a família da prisioneira e podemos ver que a mãe de Olga foi avisada, mas provavelmente não se importou já que não reconhecia mais a mesma como filha. Em contrapartida, a família de Prestes, seu marido, não foram avisado e o homem só soube da morte da esposa no final da guerra, em 1945. 
O livro ainda trás, no final, algumas imagens e algumas cartas inéditas onde podemos nos emocionar com o amor que Olga sentia pela filha (e a tristeza por não poder criá-la) e o amor, carinho, respeito e saudade entre Carlos Prestes e ela. Ambos se despendem, em todas as cartas, “com carinho todo amor e muitas saudades”. 
Foto à esqueda, Anita Leocadia Prestes mais velha e à direita, ela criança

É muito triste saber que seres humanos separaram famílias, mataram pessoas inocentes. Olga foi apenas uma dessas vítimas do nazismo. Como afirma a autora, “seu martírio deveria servir de exemplo para que não se permita que tais horrores venham a se repetir.” (Anita Leocadia Prestes, p. 80)

Frase: “Se outros se tornam traidores, eu jamais o serei.” (Olga Benario Prestes).

144 páginas | 1ª edição | 2017 | Boitempo





quinta-feira, 29 de junho de 2017

Resenha {Livro} O visconde que me amava (Julia Quinn)

Começou uma nova temporada de bailes - e casamentos - em Londres, onde jovens moças estão debutando e em busca de um bom marido (junto de suas mães). E não poderia ser diferente para as meio-irmãs Kate e Edwina Sheffield.
Após a morte do pai das jovens damas, Mary, mãe de Edwina e madrastre (que de má não tem nada) de Kate, foi a Londres junto das filhas para que elas encontrem bons pretendentes a futuros maridos. A mais jovem, Edwina, espera encontrar um bom marido na cidade, alguém que como ela goste de ler, que seja um erudito. Já Kate, sempre prática, não está exatamente em busca de um amor: ela quer conhecer os pretendentes da irmã para saber se o escolhido será alguém digno da jovem, um homem honrado, que ame Edwina como ela merece, que não seja um libertino (principalmente isso!) e que cuja situação financeira seja suficiente para o sustento de Edwina, já que o falecido pai delas não fora um homem rico, tampouco nobre, e portanto não lhes deixara um dote - algo importante na época -; e com todas essas preocupações em mente, Kate espera primeiro ajudar e irmã para então pensar nela mesma.
Anthony Bridgerton, primogênito da viscondessa Violet e de seu falecido marido, Edmund Bridgerton, está decidido a se casar agora que está perto de completar 30 anos (mais próxima da idade que seu amado pai tinha quando viera a falecer). Anthony deseja arrumar uma esposa que lhe dará um bom herdeiro, embora saiba que não irá amá-la realmente, e com a recente chegada da bela Edwina Sheffield à cidade, ele está disposto a conquista-la de qualquer maneira. Só que para isso ele terá que antes agradar Kate, que sabendo da fama de libertino do visconde, de certo tentará impedir que esta união aconteça.

“Kate cerrou os olhos e prometeu a si mesma que aquele homem nunca se casaria com sua irmã. Seus modos eram extremamente frios e ele tinha um ar superior [...]”

Acostumado a conseguir o que quer, porém, sendo sempre decidido e determinado, Anthony tentará mostrar a Kate que ele não é exatamente o famoso monstro libertino local. Mas será que suas investidas resultarão naquilo que ele espera (casar-se com Edwina)? 
Muito romance, desejo e surpresas envolvendo as famílias das personagens principais aguardam o leitor neste segundo volume da série Os Bridgertons, que mais uma vez conseguiu me conquistar por sua leveza numa história de amor sem ser piegas (ufa!).

Ambientada ainda no princípio do século XIX em Londres, a história conquista pelos detalhes referentes àquela época, os costumes locais - em especial no que se refere ao casamento -, mostrando-se até informativo às vezes (amo!!!). Além disso, aqui é possível descobrir mais detalhes sobre a grande família Bridgerton - que a cada página lida me deixava mais encantada -, e é claro a presença da sempre irreverente Lady Whistledown, inteirando a todos sobre as “novidades” que envolvem os Bridgertons e demais membros da sociedade.

Deixo aqui então minha dica de leitura super apaixonante - e mal posso esperar para ler o terceiro volume dessa série viciante *-*

288 páginas | 1ª edição | 2013 | Arqueiro



quinta-feira, 22 de junho de 2017

{Curiosidades literárias} “Pateta! Chorão! Desbocado! Beliscão!” - quatro formas de dizer “Outros”

Neste mês (junho) estamos comemorando os 20 anos de lançamento da primeira edição de Harry Potter and the Philosopher’s Stone pela editora Bloomsbury, responsável pela publicação dos livros da série Harry Potter no Reino Unido, e por isso, o Pottermore (site oficial da saga do bruxinho) promoveu o Wizarding World Book Club (leia o post sobre ele clicando aqui), e eu resolvi participar lendo a série Harry Potter em inglês dessa vez - o que está sendo um desafio e tanto e ao mesmo tempo uma surpresa maravilhosa - e enquanto lia Harry Potter and the Socerer’s Stone (edição americana, da editora Scholastic), me deparei com a seguinte fala de Dumbledore:

“Welcome to a new year at Hogwarts! Before we begin our banquet, I would like to say a few words. And here they are: Nitwit! Blubber! Oddment! Tweak!”
(Harry Potter and the Sorcerer’s Stone, Scholastic, 2013)

E na edição brasileira, da editora Rocco, ficou assim:

“- Sejam bem-vindos! – disse. – Sejam bem-vindos para um novo ano em Hogwarts! Antes de começarmos nosso banquete, eu gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Desbocado! Beliscão! Obrigado.”
(Harry Potter e a Pedra Filosofal, Rocco, 2000)

Como as palavras "Nitwit", "Blubber", "Oddment" e "Tweak" eram novas pra mim, resolvi pesquisa-las a fim de descobrir suas traduções literais e o significado de cada uma (e bato palmas pra Lia Wyler pela excelente adaptação para o português, que já foi inclusive elogia pela própria Rowling). Mas voltando às palavras, enquanto pesquisava sobre ela, achei um artigo bem interessante num site destinado ao universo Potterhead que trazia uma teoria sobre a escolha dessas quatro palavrinhas do nosso eterno diretor Alvo Dumbledore; e por isso resolvi traduzir o artigo para vocês. Vamos lá?!
Essas quatro palavras de Dumbledore, em seu discurso após a seleção das casas em Pedra Filosofal, impressionaram Harry (e também a Sra. Rowling) a ponto dele lembrar delas no funeral do diretor em Enigma do Príncipe.
O contexto de seu discurso é a seleção dos primeiro-anistas para suas respectivas casas. E apesar de soar estranho, Alvo Dumbledore parece fazer um apontamento importante sobre as divisões que foram feitas e as identidades que estes estudantes tomarão. Em resumo, cada uma dessas quatro palavras é um “rebaixamento” que uma casa poderia usar para descrever “outra” (qualquer um que não faça parte de sua nova casa).
- “Pateta” (Nitwit): Corvinal (Ravenclaw) é a casa das bruxas e dos bruxos de grande inteligência. Como uma regra, as “crianças de Rowena” (estudantes da casa de Rowena Corvinal) julgarão como “patetas” aqueles que não foram selecionados como membros de seu seleto grupo ou os iniciantes (no sentido de ter pouca inteligência).
- “Chorão” (Bubbler): “bubbler” é uma plavra usada em inglês (como gíria) no sentido de “gordo”; crianças usam-na de forma pejorativa com seus colegas que estão acima do peso e possivelmente são menos atléticos. Grifinória (Gryffindor), casa dos atletas ou “de fraternidade” (jock and frat house) vê os demais como menos atléticos ou menos corajosos; dessa forma, alguém com onze anos provavelmente achou que “bubbler” (ou “chorão”, em português *) teria significado suficiente (àqueles que fossem diferentes).
* Na edição brasileira, o “chorão” provavelmente é para designar alguém sem coragem, bravura ou ousadia. 
- “Desbocado” * (Oddment): Essa (oddment) é uma palavra do vocabulário de costura e tecido (ou corte e costura); significa resto de roupas, uma sobra sem tamanho suficiente para se fazer algo significante. Sonserinos (Slytherins) são amantes de “sangue-puro”, “totalidade” e “integridade”. Assim, “outro” para um Sonserino é qualquer bruxo ou bruxa nascido com pureza (de sangue) insuficiente, o que faria desse bruxo ou bruxa uma “sobra” ou até mesmo alguém sem valor.
* Na edição brasileira, o “desbocado” também poderia significar impureza ou falta de nobreza, falando assim fora da norma culta, usando um vocabulário informal ou até de baixo calão.  
- “Beliscão” (Tweak): Lufa-Lufa (Hufflepuff) é a casa de Hogwarts daqueles da comunidade mágica que não são inteligentes, corajosos ou puros o bastante para as três casas citadas anteriormente. Como sugere Malfoy na loja Madame Malkin em Pedra Filosofal, eles parecem ser da casa que ninguém quer estar, e sucesso de Cedrico em Cálice de Fogo é visto como algo inusitado para um Lufano. Esse parece ser o entendimento dos Lufanos sobre si. Eles olham para os “outros” e veem “excesso” ou “desequilíbrio”, e não “excelência” e “virtudes” que lhes faltam. Lufanos são bruxos e bruxas “pés no chão”, humildes e pessoas reais. Os “outros” precisam ser beliscados ou ajustados para remover seus excessos e serem assim trazidos para a média (no sentido de serem normais ou comuns), que como Aristóteles ensinara, é onde a virtude realmente está.
O diretor não faz um discurso longo sobre a decepção por eles terem sido divididos e em breve verão a si como melhores que seus amigos, que infelizmente foram selecionados para as “outras” casas. Como um bom professor de linguística pós-moderna (ou alguém a frente de seu tempo), ele percebe que o Chapéu Seletor é uma forma de metanarrativa (uma narrativa dentro da própria narrativa) ou do Grande Mito daquilo que é o verdadeiro vilão de seu mundo (a divisão da comunidade mágica), e “joga” isso numa frase cômica para aqueles capazes de escutar além do que ele dissera.
Como Harry atua como Quintessência (o melhor, mais apurado, essencial) para as quatro casas e para os quatro irmãos mágicos (os fundadores de Hogwarts), e, portanto, estava destinado a seu papel como “O eleito”, não foi por acidente que essas quatro palavras permaneceram com ele. Aqui fica a esperança de que ele dê sentido à lição aprendida em Relíquias da Morte * a fim de unir o Mundo Mágico contra Lord Voldemort.
* Artigo de março de 2007

Essa teoria ainda não foi confirmada pela J.K. Rowling (infelizmente), mas como nós, leitores da saga do “Menino que Sobreviveu”, sabemos um pouco da fama dos sentidos por trás das falas de Dumbledore (e de muitos outros personagens criados por ela), é bem capaz dessa teoria ser verdadeira - pelo menos em parte...
Bibliografia:

Hogwarts Professor http://www.hogwartsprofessor.com/nitwit-blubber-oddment-tweak-four-words-for-other/ Acesso em: 19/06/2017.
ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
ROWLING, J.K. Harry Potter and the sorcere’s stone. USA: Scholastic, 2013.


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Resenha {Livro} O Amor nos Tempos de #Likes (Bel Rodrigues, Pam Gonçalves, Hugo Francioni, Pedro Pereira)

Sinopse: Os tempos mudaram, mas e o amor? Continua a dar aquele frio na barriga e fazer os jovens atravessarem quilômetros para viver uma paixão? Em O Amor nos Tempos de #Likes, quatro booktubers se inspiram em três histórias da literatura para criar suas versões de contos românticos na era digital. Uma bela, jovem e famosa youtuber com medo do amor; um casal inesperado em um encontro às escuras (literalmente) e dois meninos apaixonados por livros tentando entender quem são e o que querem são os protagonistas destes contos que evocam Orgulho e Preconceito, Dom Casmurro e Romeu e Julieta.
Essa coletânea de contos foi feita pelos amigos Pam, Bel, Pedro e Hugo, booktubers conhecidos nessa categoria de canais do Youtube. Pedro e Hugo, sendo namorados, escreveram um dos contos juntos, somente intercalando quem escrevia o ponto de vista de cada personagem, formando assim os três contos.

O livro foi vendido com a ideia de uma releitura de grande clássicos da literatura, mas em nosso tempo atual; porém, devido a minha falta de leitura de clássicos (fazendo assim ser uma vergonha na vida de leitora) só o que consegui ver foi aparentemente leves referências para haver a identificação de qual seria o clássico de cada conto.

Entretanto, se tirar o elemento “releitura”, foi uma boa leitura, e acho que isso somente foi possível por eu acompanhar os devidos canais, já que esse foi o motivo por ter comprado o livro. Terminei a leitura bem rápido (em um dia) e até senti falta dos personagens no final, ficando aquele “gosto de quero mais”, que é o que mata todo leitor!

O elemento principal do livro é o amor, tendo sido inclusive seu evento de lançamento aqui no Rio na véspera do dia dos namorados de 2016, além da questão de “como seguir em frente e arriscar quebrando padrões nas nossas vidas”, uma das coisas mais corajosas que podemos fazer com a gente, principalmente no mundo que estamos vivendo, que só tende a ficar pior.
Por fim, vale destacar a sutil ligação entre as histórias dos contos, dando assim maior singularidade à coletânea como um todo.

272 páginas | 1ª edição | 2016 | Galera Record