terça-feira, 18 de abril de 2017

Resenha {Livro} - Outlander: A libélula no âmbar (Diana Gabaldon)

Atenção! Esta resenha contém spoilers do primeiro livro (resenha aqui), portanto leia por sua conta em risco ;)
Livro cedido em parceria com a editora Arqueiro para resenha 
Estamos em 1968; 23 anos se passaram desde que Claire Fraser/Randall passara pela fenda nas pedras em Craigh Na Dun, voltando a seu tempo e deixando para trás seu grande amor, Jaime Fraser. 23 anos após Frank Randall ter reencontrado a esposa desorientada sem ter a mínima ideia do realmente acontecera com ela. E é anos depois que Claire retornas às Terras Altas da Escócia acompanhada de sua filha Brianna em busca de respostas.

"- Eu amava Frank - falei em voz baixa, sem olhar para Bree. - Eu o amava muito. Mas a essa altura, Jamie era meu coração e o ar que eu respirava. Não podia deixá-lo. Eu não podia - disse, erguendo a cabeça de repente para Bree, numa súplica. Ela retribuiu o olhar, o rosto impassível."
(Diana Gabaldon, p. 89)

Em A libélula no âmbar, segundo volume da grande série Outlander, de Diana Gabaldon, vemos uma Claire mais madura (e de certa formas mais “endurecida pelo tempo”) e que anseia por saber qual destino teve Jamie e tantos outros que ela conhecera 2 séculos atrás.

Dividia em várias partes, a história começa no retorno de Claire à Escócia onde reencontra Roger, filho adotivo do já falecido reverendo Wakefield, que fora um grande amigo do também falecido Frank e juntos formavam uma boa dupla de entusiastas na história da causa jacobita. Roger voltara à casa paroquial onde seu pai vivera seus últimos anos a fim de organizar suas pesquisas, e entre os livros e documentos do reverendo sobre a história das revoltas escocesas, Claire almeja encontrar alguma coisa que revele se Jaime viera de fato a falecer na famosa batalha de Culloden, revelando assim a sua filha o que lhe acontecera tantos anos antes - no que somos mais uma vez transportados ao passado enquanto Claire narra sua história.

Estamos em meados de 1744 agora. Claire e Jaime, com a ajuda de parentes dele, estão indo rumo à França, e embora o escocês ainda esteja apoiando a causa jacobita, graças ao conhecimento de Claire ambos tentarão evitar a batalha que culminará na morte de dezenas dos habitantes das Terras Altas e no fim de muitos clãs (inclusive do clã Fraser), tendo, portanto, de impedir que os planos do príncipe Charles Stuart cheguem ao ponto da batalha final.

Nesta outra parte da trama, conhecemos a França do século XVIII, seus costumes e tradições, além dos grandes nomes da época, que num misto de ficção e realidade, contracenam com Claire, Jaime, Murtagh e cia. ao longo da história; e a meu ver é exatamente isso o que torna essas histórias tão especiais. A forma como Gabaldon mescla história real com ficção é fantástica (e eu sempre acabo aprendendo bastante sobre a história da Escócia, Inglaterra e etc.), levando-nos ao passado junto com suas personagens enquanto lemos.

"[...] Apenas para nos perdermos um do outro definitivamente, quando entrei no círculo de pedras, atravessei a loucura e saí do outro lado, no passado que era agora o meu presente."
(Diana Gabaldon, p. 544)

Como se não bastasse essa parte histórica (a grande estrela na trama, na minha opinião), há também o romance de Claire e Jaime, ainda mais acentuado neste volume (o que me irritou um pouco, confesso), mas nada que tire o mérito de romance histórico; e por fim podemos vislumbrar toda a força e determinação de Claire, que num passado distante, em meio a lutas e guerras, se mostra sempre uma mulher forte e a frente de seu tempo - seja ele 1968 ou 1744.
Sendo assim, este é o tipo de história que agrada a todos (ou quase todos), mesmo com seu inicialmente intimidante tamanho (mais de 900 páginas), que em diversos momentos nem dá pra “sentir” tanto (só o peso do livro mesmo; mas isso a gente gosta XD). Portanto, leitura recomendadíssima!

E da mesma forma recomendo a série da Starz (Disponível na Netflix ), que atualmente está na terceira temporada, correspondem respectivamente aos livros A viajante do tempoA libélula no âmbar O resgate no mar, está bastante fiel à história criada por Gabaldon e com um elenco e produção incríveis!

935 páginas | 1ª edição | 2016 | Arqueiro






Um comentário:

  1. Amiga confesso que quando essa série de livros foi lançada fiquei curiosa, mas a quantidade de páginas e livros me desestimulou um pouco ... mas agora me empolguei para ver a serie da Netflix, devido suas observações e elogios a semelhança da mesma aos livros. Vou ver e fazer minhas avaliações no blog. Beijos e obrigada por incentivar a leitura e série.

    Leituras, vida e paixões!!!

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